China reduz importações de soja em setembro em 30% com desaceleração da demanda

Maior compradora mundial de soja importou 6,88 milhões de toneladas em setembro, ante 9,79 milhões de toneladas no ano passado

Desembarques em outubro também devem ser menores do que no ano anterior
Desembarques em outubro também devem ser menores do que no ano anterior REUTERS/Tingshu Wang

Hallie GuShivani Singhda Reuters

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As importações de soja da China caíram 30% em setembro em relação ao mesmo mês do ano anterior e atingiram a menor taxa para o mês desde 2014, mostraram dados alfandegários na quarta-feira (13), em um momento em que as margens de esmagamento fracas restringiram a demanda.

A China, maior compradora mundial de soja, trouxe 6,88 milhões de toneladas da oleaginosa em setembro, ante 9,79 milhões de toneladas no ano passado, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas.

“Os números estão dentro das expectativas do mercado”, disse uma fonte do setor, que não quis ser identificada por não estar autorizada a falar com a mídia.

“As margens de esmagamento eram ruins, enquanto alguns processadores também suspenderam a operação para manutenção regular”, afirmou a fonte.

Os processadores chineses aumentaram as compras de soja no início do ano, antecipando a forte demanda para alimentação do rebanho de suínos que estava em rápida recuperação.

Mas a demanda começou a enfraquecer, à medida que as margens em queda no setor de suínos pressionaram as margens de esmagamento da oleaginosa.

As margens dos suínos em Sichuan, uma das principais regiões produtoras do animal, despencaram quase 3.000 iuanes este ano e estavam em menos 285 iuanes (menos de US$ 44,22) por suíno na terça-feira (12).

As importações em setembro também diminuíram em relação às 9,49 milhões de toneladas de agosto, mostraram os dados alfandegários.

A China importou 73,97 milhões de toneladas de soja nos primeiros nove meses do ano, queda de 0,7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo os dados.

Os desembarques em outubro também devem ser menores do que no ano anterior, já que as margens baixas continuam a restringir as compras, enquanto as lentas exportações dos EUA por causa do furacão Ida também reduzirão as chegadas, disseram os traders.

Apesar disso, os preços à vista do farelo de soja subiram depois que recentes cortes de energia em grande escala forçaram algumas processadoras a fechar nas últimas semanas, o que também sustentou as margens de esmagamento.

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