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    China vai criar bolsa de valores em Pequim com foco em ‘serviços e inovação’

    Será a terceira do país, que já possui as bolsas de valores de Xangai e Shenzhen

    Painéis com as cotações das bolsas asiáticas
    Painéis com as cotações das bolsas asiáticas Foto: Aly Song/Reuters (13.mar.2020)

    Laura Hedo CNN Business

    em Hong Kong

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    A China vai criar uma nova bolsa de valores em Pequim, dando à capital e ao centro político do país mais influência no mundo dos negócios e das finanças.

    O presidente Xi Jinping anunciou o projeto em uma feira internacional na quinta-feira, dizendo que quer criar um espaço para negócios “voltados para serviços” e “inovação”. Ele não disse quando a bolsa deve ser estabelecida.

    A China já possui duas bolsas de valores, mas localizadas em Xangai e Shenzhen, bem longe de Pequim.

    A Bolsa de Valores de Xangai, fundada em 1990, hospeda principalmente as grandes empresas, incluindo as estatais, bancos e companhias de energia. A Bolsa de Shenzhen tem uma participação maior de companhias de tecnologia e de empresas de pequeno e médio porte.

    Há ainda a Bolsa de Valores de Hong Kong, mas ela tem suas próprias regulações e não é vinculada a Pequim.

    Pressão regulatória

    O anúncio acontece em meio a uma crescente pressão regulatória do governo chinês às grandes empresas privadas no país. Pequim vem há um ano criando medidas para limitar a influência das grandes companhias.

    A futura bolsa também é noticiada em um momento em que empresas chinesas têm enfrentado obstáculos regulatórios nas tentativas de entrar no mercado de capitais dos Estados Unidos.

    Mercado em expansão

    Esta é a segunda vez que Xi anuncia pessoalmente uma iniciativa para o mercado de ações chinês.

    Em 2018, durante a guerra comercial enter Estados Unido e China, ele anunciou a criação de uma plataforma na Bolsa de Xangai voltado para as empresas de tecnologia.

    A criação do chamado Star Market tinha como objetivo atrair investimentos para as empresas de alta tecnologia da China e ajudar o país a ganhar vantagem em sua corrida tecnológica com o Ocidente.

    Desde então, mais de 300 empresas de tecnologia foram listadas na plataforma, com uma capitalização de mercado total de mais de 4,7 trilhões de yuans (US$ 728 bilhões).

    O governo também estabeleceu em 2013, em Pequim, um sistema para negociar ações de empresas que não estivessem listadas nas bolsas de Xangai ou Shenzhen – a Bolsa Nacional de Transações e Cotações (NEEQ, em inglês), que ficou mais conhecida como “nova terceira bolsa” chinesa.

    A Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC), o principal regulador do mercado de capitais do país, explicou posteriormente que a nova bolsa de valores de Pequim será constituída sobre o NEEQ, e algumas empresas do sistema poderão se qualificar para ser listadas na bolsa de Pequim.

    O CSRC também afirmou que a bolsa de Pequim será complementar às bolsas de Xangai e Shenzhen, com um foco maior em atende pequenas e médias empresas “inovadoras”.

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