Chuva no Rio frustra setor turístico no feriado e reduz movimento em até 30%

Bares, restaurantes, quiosques e pontos turísticos têm movimento abaixo da média para o feriado nacional

Praias como a de Copacabana, na zona sul do Rio, tiveram pouco movimento na tarde desta terça-feira (12)
Praias como a de Copacabana, na zona sul do Rio, tiveram pouco movimento na tarde desta terça-feira (12) ANDRE MELO ANDRADE/ESTADÃO CONTEÚDO

Lucas Janoneda CNN

no Rio de Janeiro

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O feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida foi decepcionante para o setor turístico do Rio de Janeiro. Um levantamento feito pela CNN, com base em dados do segmento, mostra que o tempo instável, com chuva e baixas temperaturas, reduziu em pelo menos 30% a presença do público nos bares, restaurantes, quiosques e pontos turísticos da capital fluminense.

Setor mais dependente do clima e das altas temperaturas, os quiosques nas praias do Rio de Janeiro viram o movimento despencar durante o fim de semana. Para o vice-presidente da Orla Rio, Guilherme Borges, os prejuízos só não foram piores devido à presença esporádica de turistas, que frequentaram os locais apesar das baixas temperaturas.

“Os cariocas realmente não compareceram muito nos quiosques durante o feriado. O resultado do setor ficou aquém, mas o que salvou foi o comparecimento de alguns turistas. Para esse grupo não tem tempo ruim. Vieram para o Rio e vão às praias de qualquer jeito. Podemos afirmar isso principalmente nos quiosques da Zona Sul da cidade”, acrescentou.

Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, a chuva e o mau tempo afetaram todos os comerciantes do setor no Rio de Janeiro, em especial os bares e locais abertos da cidade. Ele afirmou, nesta terça-feira (12), que os locais costumam ter mais demanda em datas com temperaturas elevadas.

“A chuva e as baixas temperaturas reduzem mesmo o turismo. As pessoas acabam não saindo de casa com esse tempo. E os bares foram mais atingidos, em comparação com os restaurantes, porque costumam ser locais abertos”, afirmou.

O representante da Abrasel no Rio de Janeiro, Pedro Hermeto, percebeu a migração do público para os shoppings por conta das condições climáticas. “Essa temperatura desmotivou a ir para os bares e locais a céu aberto. Essas pessoas não foram à praia, e isso lotou os shoppings. Foi um movimento muito grande, surreal.”

Os pontos turísticos do Rio de Janeiro também sentiram a menor demanda durante o feriado de Nossa Senhora Aparecida. De acordo com a assessoria do Trem do Corcovado, a expectativa inicial era que o Cristo Redentor recebesse 7 mil visitantes entre 9 e 12 de outubro. Porém, o público ficou abaixo de 5 mil. Todos as outras atrações também confirmaram a queda de público, apesar de não detalharem os números.

A CNN também conversou com o representante da Associação do Comércio Legalizado de Praia do estado do Rio de Janeiro (Ascolpra), Denilson Guedes. De acordo com a associação, o tempo ruim prejudicou tanto os trabalhadores quanto os turistas.

“O setor tem sempre uma alta expectativa para as datas comemorativas, mas o tempo ruim e as chuvas apareceram exatamente nos dias do feriado prolongado. Vários grupos de turistas vieram ao Rio, mas não conseguiram aproveitar as nossas praias. Os ambulantes sofreram muito e não conseguiram trabalhar”, disse.

Durante os quatro dias o mau tempo não deu trégua no Rio. Além da chuva fina, dos ventos e das baixas temperaturas, a ressaca que atingiu a orla da cidade afastou os banhistas. A temperatura máxima na cidade do Rio não passou dos 26ºC, segundo o Alerta Rio.

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