Cielo amplia lucro no 4º tri com foco em pequenos lojistas, Black Friday e Natal

Empresa reportou lucro líquido de R$ 298,2 milhões entre outubro e dezembro, aumento de 34,7% sobre um ano antes

Paulo Caffarelli, presidente da Cielo

Aloísio Alves, da Reuters

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A Cielo teve aumento do lucro no quarto trimestre, com o foco no segmento mais lucrativo de pequenos clientes e uma política de redução de custos compensando os efeitos da queda de clientes e os prolongados efeitos da crise gerada pela Covid-19.

A maior empresa de meios de pagamentos do país abriu nesta terça-feira a temporada de balanços de empresas que fazem parte do Ibovespa reportando lucro líquido de R$ 298,2 milhões entre outubro e dezembro, aumento de 34,7% sobre um ano antes.

Em termos consolidados, que consideram resultados de outros acionistas, o lucro foi de R$ 362,8 milhões, alta anual de 26,5%. Foi a primeira alta trimestral do lucro da companhia no comparativo anual em dois anos.

 

O volume financeiro de pagamentos processados pela Cielo, de R$ 190,6 bilhões, foi apenas 0,3% superior ao de igual etapa de 2019, refletindo a crise provocada pela pandemia, e pelo foco em segmentos mais rentáveis, afirmou a companhia.

Nesse contexto, a receita líquida da empresa somou de R$ 1,31 bilhão, redução de 1,5% ano a ano, “refletindo o cenário de forte competição, que vem pressionando preços e margens no segmento de varejo”, diz trecho do relatório.

Porém, a Cielo conseguiu reduzir em 13,5% seus gastos totais no comparativo anual, para R$ 1,077 bilhão. E a ênfase nos segmentos mais rentáveis compensou a queda de 10,8% na base ativa no ano, a 1,406 milhão de clientes, o que a empresa atribuiu à mudança na política de concessão de subsídios para terminais de captura na modalidade de venda, o que impactou principalmente as afiliações no segmento de empreendedores.

Assim, o resultado operacional da Cielo medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 768,2 milhões, aumento de 16% sobre o quarto trimestre de um ano antes, com a margem Ebitda subindo 3,2 pontos percentuais, para 25,4%.

A empresa fechou o ano com liquidez total de R$ 4,2 bilhões, ante R$ 3,2 bilhões um ano antes.

 

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