Com alta de gastos, contas públicas registram déficit recorde de R$ 702,9 bi

O valor representa 9,49% do Produto Interno Bruto (PIB). No ano anterior, o buraco fiscal foi de R$ 61,872 bilhões, equivalente a apenas 0,84% do PIB

Notas e moedas de Real
Notas e moedas de Real Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília

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Por causa das crises sanitária e econômica causadas pela pandemia de Covid-19, que exigiram mais despesas para o combate de seus impactos, as contas do setor público registram déficit recorde de R$ 702,9 bilhões em 2020. Apesar de ser o maior da história, o resultado é abaixo dos R$ 856,7 bilhões esperados pela equipe econômica. 

O valor representa 9,49% do Produto Interno Bruto (PIB), que soma as riquezas produzidas no país. No ano anterior, o buraco fiscal foi de R$ 61,872 bilhões, equivalente a apenas 0,84% do PIB. 

Os números foram divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (29). O resultado do setor público consolidado inclui as contas do governo federal, dos governos regionais e das estatais federais. O déficit primário não inclui as despesas com juros e mostra que o valor arrecadado no ano passado não foi suficiente para cobrir as despesas públicas. 

 

Somente em dezembro, as contas públicas registraram déficit de R$ 51,837 bilhões, valor quase quatro vezes pior do que os R$ 13,5 bilhões registrados no mesmo mês de 2019. 

Dívida bruta

Com o rombo recorde nas contas públicas, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) também renovou recorde e encerrou 2020 em R$ 6,615 trilhões. O valor representa 89,3% do PIB, maior patamar da série histórica, iniciada em 2006.

O indicador serve como referência para as agências de classificação de risco, que define a atratividade de investimentos dos países. Em 2019, a DBGG encerrou em R$ 5,50 trilhões, equivalente a 74,3% do PIB.

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