Com alta nos combustíveis, prévia da inflação fica em 0,93% em março, diz IBGE

É o maior resultado para um mês de março desde 2015, quando o índice registrou alta de 1,24%

Thâmara Kaoru, do CNN Brasil Business, em São Paulo

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O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,93% em março, contra alta de 0,48% no mês anterior, pressionado pelo aumento nos preços dos combustíveis. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É o maior resultado para um mês de março desde 2015 (1,24%). 

Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 5,52%, acima dos 4,57% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2020, a taxa foi de 0,02%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito apresentaram alta em março. O maior impacto e a maior variação vieram dos transportes, que aceleraram (3,79%) em relação ao resultado de fevereiro (1,11%). O segundo maior impacto veio de habitação (0,71%), com aumentos de preços do gás de botijão.

Consumir e caixa de supermercados usando máscaras de proteção contra a Covid-19
Consumidor e caixa de supermercados usando máscaras de proteção contra a Covid-19
Foto: Reprodução / CNN

Já o grupo de alimentação e bebidas desacelerou, passando de 0,56% em fevereiro para 0,12% em março, com queda de preço para tomate (-17,50%), batata-inglesa (-16,20%), leite longa vida (-4,50%) e o arroz (-1,65%). No lado das altas, as carnes subiram 1,72%.

Segundo o IBGE, o único grupo em queda foi educação (-0,51%), que havia apresentado alta de 2,39% no mês anterior. 

Aumento nos combustíveis

A alta no grupo de transportes foi em decorrência do aumento nos preços dos combustíveis (11,63%). O maior impacto individual no índice do mês veio da gasolina (11,18%). Também foram verificadas altas nos outros combustíveis: etanol (16,38%), óleo diesel (10,66%) e gás veicular (0,39%).

Nesta quinta-feira, a Petrobras reduziu em R$ 0,11 por litro o preço médio da gasolina e do diesel nas refinarias. A redução dos combustíveis está ligada ao valor do dólar e do barril de petróleo, que caiu 7,3% na última semana. No entanto, no ano, a gasolina ainda acumula alta de 40,8% e o diesel, de 36,1%.

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