Com chuva recorde, capacidade dos reservatórios do Sul podem chegar a 80% em maio

Subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Norte e Nordeste também apresentam bons níveis de armazenamento

Com a melhora do cenário epidemiológico e a retomada econômica no Brasil, a carga de energia cresce nos últimos meses
Com a melhora do cenário epidemiológico e a retomada econômica no Brasil, a carga de energia cresce nos últimos meses Foto: Divulgação/Sabesp

Lucas Janoneda CNN

Rio de Janeiro

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O subsistema Sul deve registrar um volume de chuvas recorde em maio, segundo um levantamento feito pela CNN, com base em dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), divulgados nesta sexta-feira (6).

A expectativa da entidade é que as precipitações no mês analisado sejam superiores a 200% – patamar nunca observado.

Influenciado pelo volume recorde de chuvas na região, os reservatórios do subsistema do Sul saltaram nos últimos meses e a expectativa é que continuem subindo: de 28% em fevereiro para 80% de capacidade máxima até o final de maio. Na prática, neste mês, as chuvas devem produzir aproximadamente 30 mil Megawatts para as usinas do local.

Segundo o ONS, o volume de chuvas recorde acontece em função de uma frente fria que se aproxima da região. Em contrapartida, no início do ano, em janeiro, as precipitações foram 70% menores que a média histórica. Tratou-se da maior seca dos últimos 90 anos no Sul do país, segundo especialistas ouvidos pela CNN.

Além do Sul, as outras regiões do país também apresentam bons patamares hídricos para maio. Responsável por 70% da energia produzida no Brasil, o subsistema Sudeste/Centro-Oeste deve registrar 68,2% até o fim deste mês. Já o Norte e Nordeste apresentam volumes de 99,7% e 93,4%, respectivamente.

Cresce demanda por energia no Brasil

Com a melhora do cenário epidemiológico e a retomada econômica no Brasil, a carga de energia cresce nos últimos meses. O boletim do ONS divulgado nesta sexta-feira mostra que a demanda por eletricidade vai crescer 1,5% em maio deste ano, quando comparado com o mesmo mês de 2021.

“A alta da confiança que vem sendo observada em todos os setores, exceto no comércio, tem sido motivada por várias razões, como a redução dos problemas com o fornecimento de insumos para indústria, percepção de controle sobre a crise sanitária, redução de IPI, liberação de recursos do FGTS e adiantamento do 13° de aposentados e pensionistas. É importante ressaltar que todos esses fatores se refletem diretamente na dinâmica da carga no país”, destaca o relatório.

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