Com repercussão negativa do Plano Pró-Brasil, pressão sobre Guedes diminui

Segundo interlocutores do ministro, ele está tendo reuniões normais de trabalho hoje e cancelou as videconferências previstas com investidores

O ministro da Economia, Paulo Guedes (12.fev.2020)
O ministro da Economia, Paulo Guedes (12.fev.2020) Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Raquel Landimda CNN

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Apesar do temor do mercado financeiro de que Paulo Guedes seja o próximo ministro a ser demitido, a pressão sobre o titular da Economia está diminuindo.

Segundo interlocutores do ministro, ele está tendo reuniões normais de trabalho hoje e cancelou as videconferências previstas com investidores para não ficar exposto em meio à saída de Sérgio Moro do ministro da Justiça.

A percepção no entorno de Guedes é que a tensão diminuiu após a repercussão negativa do Plano Pró-Brasil. Segundo essas fontes, as comparações do plano com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) repercutiram muito mal dentro governo.

Na reunião realizada na quarta-feira pouco antes da apresentação do plano – que vinha sendo chamado de Plano Marshall, uma referência ao programa de reconstrução dos países destruídos pela Segunda Guerra Mundial – Guedes teria deixado muito clara sua posição.

Conforme pessoas próximas ao ministro, ele afirmou que “quem fala de um Plano Marshall não entende de economia” , lembrou que os “os Estados Unidos financiaram o Plano Marshall” e questionou “quem vai nos dar o dinheiro?”.

Guedes e sua equipe técnica estão focados neste momento a solucionar dois problemas gerados pela pandemia do novo coronavírus: a ajuda a Estados e municípios e destravar o crédito para as empresas.

Também nesta sexta-feira, Guedes se reuniu com o chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, e com o ministro da Energia, Bento Albuquerque. Ainda não há informações sobre o que foi tratado na reunião.

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