Com veto, servidores da saúde devem ficar sem reajuste em meio à pandemia

A expectativa é que Bolsonaro vete a exclusão de uma série de servidores do congelamento de salários até o fim de 2021

Enfermeira com máscara de proteção em hospital de Brasília
Enfermeira com máscara de proteção em hospital de Brasília Foto: Adriano Machado - 10.mar.2020/ Reuters

Raquel Landimda CNN

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Com o acordo selado entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores, os servidores da saúde devem ficar sem reajustes de salário mesmo em meio à pandemia.

A expectativa é que Bolsonaro vete a exclusão de uma série de servidores do congelamento de salários até o fim de 2021 – contrapartida exigida pela equipe econômica para a liberação do pacote de auxílio a Estados e municípios.

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Segundo pessoas envolvidas nas conversas, o nó é que o parágrafo só pode ser vetado na sua integralidade. Dessa forma, vão ser excluídas todas as exceções a regra, como professores, segurança pública e também médicos e enfermeiros.

Fontes da equipe econômica argumentam que os governadores ainda poderão atender os servidores que estão na linha de frente no combate à pandemia com o pagamento de horas extras e de gratificação temporária.

Desde o início, havia um consenso entre os governadores que os servidores da saúde deveriam ser excluídos do congelamento. Mas a situação foi mudando conforme a tramitação avançou no Congresso.

Deputados e senadores acabaram incluindo professores e segurança pública como se estivessem na linha de frente da pandemia. Quando isso ocorreu, as exceções praticamente se tornaram à regra e chegavam a representar mais de 80% da folha de pagamento dos Estados.

E, como só é possível vetar o parágrafo inteiro, é preciso acabar com todas as exceções. A equipe econômica acredita que o veto é fundamental para garantir  a trajetória responsabilidade fiscal nos Estados e os governadores acabaram concordando.

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