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    Concessões de crédito caem 27% em janeiro, menor valor desde maio de 2020

    Os juros médios do sistema financeiro alcançaram o maior patamar desde maio de 2020, de 28,4% ao ano

    Dinheiro, cartões de crédito e cheque (04.07.2013)
    Dinheiro, cartões de crédito e cheque (04.07.2013) Foto: Marcos Santos/USP Imagens (04.07.2013)

    Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília

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    As concessões totais de crédito caíram 27,7% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, para R$ 289 bilhões. É o menor montante desde maio de 2020. 

    A oferta de crédito para as pessoas físicas registrou alta de 0,6%, atingindo R$ 2,3 trilhões. Já para empresas, o crédito ofertado recuou 0,8% no período, totalizando R$ 1,8 trilhão.

     

    Os números são da Nota Monetária de Crédito, divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Banco Central (BC). O estoque de crédito do país teve leve queda de 0,04% no primeiro mês do ano, permanecendo no mesmo patamar de dezembro do ano passado, em R$ 4,02 trilhões. 

    Juros

    Com a retomada da atividade econômica, os juros do cartão de crédito rotativo avançaram pelo quarto mês seguido, alcançando 329,3% ao ano em janeiro. Modalidade mais cara do mercado de crédito, o rotativo é quando o cliente não paga o valor integral da fatura até a data de vencimento.

    A taxa para o cheque especial também subiu no primeiro mês do ano para 119,6%, ante 115,6% em dezembro. Desde 2020, a modalidade não pode ultrapassar o teto de 8% ao mês, equivalente a 151,8% ao ano, imposto pelo Banco Central. 

    Os juros médios do sistema financeiro alcançaram o maior patamar desde maio de 2020, de 28,4% a.a. O resultado é consequência das altas nas taxas para empresas e pessoas físicas que, em janeiro, ficaram em 39,4% a.a e 15,2% a.a, respectivamente.

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