Confiança do consumidor no Brasil avança em maio, aponta FGV

"A expectativa das finanças pessoais não avança" alerta Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens

Consumidores caminham por rua comercial do Rio de Janeiro
Consumidores caminham por rua comercial do Rio de Janeiro Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

Luana Maria Benedito,

da Reuters

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Os consumidores brasileiros mostraram maior confiança em maio na comparação com abril, em meio a melhor percepção tanto sobre o momento atual quanto em relação aos próximos meses, embora pontos de cautela permaneçam no radar, segundo dados divulgados nesta terça-feira (25) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) ganhou 3,7 pontos em maio, para leitura de 76,2. Juntos, os resultados vistos neste mês e no anterior representam recuperação de 81% da queda sofrida em março.

“Houve ligeira melhora da percepção das famílias sobre o momento atual, que atingiu nível mínimo em março, e aumento das perspectivas em relação aos próximos meses”, disse em nota a coordenadora das sondagens, Viviane Seda Bittencourt.

Em maio, o Índice de Situação Atual teve alta de 4,2 pontos, para 68,7 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) avançou 3,2 pontos, para 82,4 pontos.

Ainda assim, “a expectativa das finanças pessoais não avança e o ímpeto para consumo continua muito baixo”, alertou Bittencourt, citando também preocupações em relação a divergências entre a população de renda alta e renda baixa.

“Apesar do resultado positivo desse mês ter sido disseminado por todas as classes de renda e capitais, observa-se que consumidores possuem patamares de confiança bastante distintos e a diferença entre classe de renda baixa e alta tem atingido patamares elevados desde o final do ano passado.”

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