Confiança do empresário da indústria se aproxima do nível pré-crise, diz CNI

'A confiança voltou de forma disseminada', afirma a entidade, que diz que o indicador costuma antecipar o aumento da atividade industrial

 
  Foto: Fabian Bimmer/Reuters

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O setor industrial brasileiro começa a reverter o pessimismo em meio à pandemia do novo coronavírus.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) subiu de 47,6 pontos em julho para 57 pontos em agosto, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O índice vai de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário e quanto mais acima, maior e mais disseminada. Por outro lado, valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança do empresário; quanto mais baixo, maior e mais disseminada é essa falta.

O resultado significa que “a confiança voltou de forma disseminada”, informou a entidade. Em agosto de 2019 esse índice estava em 59,4 pontos.

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No momento mais agudo da crise, o índice despencou para 34,5 pontos.

A sensação de otimismo é reforçada pelo fato de o índice registrado em agosto ter ficado acima da média histórica do ICEI, que é de 53,4 pontos.

O indicador antecede o estudo que apontará o desempenho industrial. Por isso representa uma tendência de como se comportará a produção industrial brasileira nos próximos meses.

Em nota, o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, disse que os piores momentos da crise causada pela pandemia ficaram para trás, embora o empresário da indústria ainda perceba que a situação econômica é negativa, na comparação com os últimos seis meses.

“O Brasil precisa dessa confiança. Quando o empresário passa a acreditar que o futuro é mais promissor, ele transforma esse futuro de forma positiva. Do contrário, não sairíamos do fundo do poço. Há uma percepção de melhora no ambiente de negócios, pelo andamento da reforma tributária e uma demonstração do governo em reduzir o Custo Brasil”, diz Abijaodi.

Ele acrescenta que projetos importantes, como o novo marco do saneamento e o o novo marco legal do gás natural, vêm avançando no Congresso, o que é bem visto pelo setor provado.

A pesquisa foi realizada entre 3 e 7 de agosto e consultou 1.284 empresas, sendo 517 de pequeno porte, 473 de médio e 294 de grande porte.

(Com Agência Brasil)

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