Confiança empresarial depende de cenário político e climático, diz especialista

À CNN Rádio, o superintendente de Estatísticas Públicas do FGV IBRE disse que vê perspectiva de melhora no setor de serviços

Foto: João Moura/UAI Foto/Estadão Conteúdo

Amanda Garciada CNN

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A alta de 0,5 ponto do Índice de Confiança Empresarial, divulgado nesta terça-feira (31) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), “mostra evolução depois de uma queda temporária por causa da segunda onda da Covid-19 em março”, segundo o superintendente de Estatísticas Públicas do FGV IBRE, Aloisio Campelo Junior.

Em entrevista à CNN Rádio, ele apontou que o cenário é favorável em todos os setores, especialmente recuperação em serviços e turismo, com perspectiva de melhora.

Mesmo assim, Aloisio evita fazer projeções para o futuro, já que “temos muito riscos”: “Há a variante delta, crise hídrica e incerteza no ambiente político, isso tudo afeta as empresas.”

“Temos efeitos da alta de juros para conter a inflação que podem afetar a confiança, no início da pandemia houve queda substancial de certos tipos de serviço, como viagens. No balanceamento do crescimento da economia para os próximos meses, que voltou a crescer, vamos ter o setor de serviços mais relevante para esse setor”, completou.

O economista acredita que o ambiente do ponto de vista do crescimento deve desacelerar em 2022: “A alta da taxa de juros só vai fazer efeito no ano que vem, isso é esperado de uma forma transversal, que afeta quase todos os setores e, no caso da crise energética, a questão é saber até que ponto vamos com aumento de tarifas.”

“O ambiente é conturbado e deve gerar algum risco, isso pode afetar o câmbio, pressiona a inflação e com possibilidade de afetar o crescimento”, avalia.

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