Conselho da Petrobras começa a avaliar currículo de Silva e Luna

Conselheiro da estatal, ouvido sob condição de anonimato, diz que empresa passa a analisar o nome do general e ex-ministro para posto de CEO

O general Joaquim Silva e Luna
O general Joaquim Silva e Luna Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Thais Herédiada CNN

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A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) dos acionistas da Petrobras para deliberar sobre a mudança no comando da empresa deverá acontecer entre 30 e 45 dias, a depender dos detalhes burocráticos, segundo um dos conselheiros da companhia que pediu anonimato.

Como explicou o executivo ouvido pela CNN, os 11 conselheiros da estatal terão tempo até a realização da AGE para analisar o currículo de Joaquim Silva e Luna, o indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o posto. O general estava há pouco mais de um ano na diretoria brasileira da usina Itaipú Nacional.

Antes disso, ele foi ministro da Defesa no governo de Michel Temer, no último ano do mandato do ex-presidente. Ocupou diversos postos de comando no Exército brasileiro aqui e no exterior, mas em cargos administrativos.

Segunda a Lei das Estatais, aprovada em 2016, para assumir uma cadeira no Conselho de Administração ou na diretoria das empresas públicas, especialmente com acionistas privados, o candidato precisa ter experiencia de no mínimo 10 anos na área de atuação da companhia ou em empresas com porte ou objeto social semelhante.

A Petrobras publicou um Fato Relevante depois do fechamento do mercado confirmando a decisão de convocar a AGE para destituir Roberto Castello Branco e aprovar o general Joaquim Silva e Luna. O mandato do atual CEO da estatal termina em 20 de março e ele deve permanecer no cargo até lá.

É bem provável que o nome do general Silva e Luna não tenha sido ainda aprovado pelo Conselho de Administração da petrolífera até a saída de Castello Branco. Se isto acontecer, haverá alguma interinidade na presidência até a finalização de todo processo de confirmação do nome escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a Petrobras.

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