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    Consumo de energia no Brasil tem crescimento na primeira quinzena de junho

    Na comparação com o mesmo período do ano passado, a demanda por energia aumentou 1,3%, puxada principalmente pela contratação em ambientes livres

    Torres de energia eólica
    Torres de energia eólica 11/05/2022REUTERS/Borja Suarez

    Iuri Corsinida CNN

    no Rio de Janeiro

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    O consumo de energia elétrica no Brasil na primeira quinzena de junho deste ano foi 1,3% maior do que na comparação com o mesmo período do ano passado. A quantidade total consumida no Sistema Interligado Nacional (SIN) foi de 63.210 megawatts médios. Desse total, cerca de 35% da demanda foi destinada para grandes empresas através de comercialização no mercado livre. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (27) pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

    “O crescimento foi puxado mais uma vez pelo mercado livre, no qual grandes empresas, como a indústria, shoppings e redes de varejo contratam energia elétrica direto de um gerador ou comercializador. O segmento utilizou 35% da demanda total do país e registrou uma alta de 3,9% no comparativo anual. A CCEE avalia o resultado como um sinal positivo para alguns setores influenciados pelas menores restrições de controle contra a pandemia de COVID-19 e o cenário favorável para exportações”, apontou a CCEE no boletim divulgado.

    Ainda segundo o órgão, em relação ao consumo por ramo de atividade econômica, o destaque ficou por conta do ramo de madeireira, papel e celulose, que teve avanço de 11% no consumo, seguido pelos segmentos de serviços (7,5%) e de bebidas (5,8%). Já por consumo regional na primeira quinzena de junho, o Paraná teve o maior crescimento (9%), seguido dos estados do Maranhão e Tocantins, ambos com 6% de alta. Já os estados do Rio de Janeiro, Acre e Piauí tiveram os maiores recuos no consumo.

     

    Outro ponto abordado pela CCEE foi o avanço do fornecimento de energia pelas hidrelétricas. Nesta primeira quinzena de junho, elas foram responsáveis por um fornecimento 24,4% maior do que no mesmo período do ano passado, “sinal da boa recuperação dos reservatórios”, destacou a CCEE. Ao passo que as térmicas tiveram redução de 47,5% da energia fornecida. A maior alta, no entanto, ficou por conta da energia solar fotovoltaica, que forneceu 44,6% a mais em relação à primeira quinzena de junho de 2021.

    Previsões

    Após retração no último boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a previsão de carga para a semana entre 25 de junho e 1 de julho é de aumento de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o ONS, o resultado ocorre em decorrência do maior nível de utilização de capacidade instalada da indústria, e do aumento da confiança da indústria, do comércio e de serviços, apontados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

    A previsão de carga indica a quantidade de energia demandada, ou seja, a estimativa do consumo de energia por indústrias e demais consumidores no período observado. A projeção de carga é fundamental para que os fornecedores de energia possam, atender ao equilíbrio de demanda e fornecimento – indispensável para o carregamento operacional e gerencial de uma empresa de serviços públicos.

    O ONS destaca, ainda, que a previsão positiva para a carga no Sistema Interligado Nacional (SIN), “apesar das pressões inflacionárias crescentes no setor industrial brasileiro, resultantes da escassez global de matérias-primas e de outros fatores como lockdowns da COVID-19 na China, a volatilidade dos preços de energia e da guerra na Ucrânia”. Na última revisão referente ao mês de junho a projeção era de uma variação negativa de 1,6%.

    Dos quatro subsistemas, apenas o do Nordeste tem previsão de carga negativa (-1,2%). Já o do Norte tem estimativa positiva de 4%, o do Sudeste/Centro-Oeste de 2,4% e o do Sul de 1,2%.

    Além disso, o ONS projeta que o nível de três subsistemas deve ficar acima dos 80%, apesar de apontar uma leve retração em relação ao último boletim. A estimativa é de que os reservatórios do subsistema do Norte fiquem com níveis médios de 97,6%, os dos reservatórios do Sul com 89,9%, os do Nordeste com 82,2% e, por fim, os do Sudeste/Centro-Oeste com 63%.

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