Contas externas registram rombo de US$ 3,9 bilhões em fevereiro

No mesmo período do ano passado, as transações correntes tiveram déficit de US$ 3,334 bilhões

Com ameaça do coronavírus, dólar tem renovado recorde nos pregões da Bolsa de São Paulo
Com ameaça do coronavírus, dólar tem renovado recorde nos pregões da Bolsa de São Paulo Foto: Guadalupe Pardo/Reuters (14.10.2015)

Anna Russi

Da CNN, em Brasília

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Puxado pelo recuo de 5,76% da balança comercial, ante o mesmo mês do ano anterior, as contas externas brasileiras registraram déficit de US$ 3,904 bilhões em fevereiro de 2020. No mesmo período do ano passado, as transações correntes tiveram déficit de US$ 3,334 bilhões. 

De acordo com os dados, divulgados nesta quarta-feira (25/3) pelo Banco Central (BC), a balança comercial teve superávit de US$ 2,5 milhões em fevereiro. Enquanto as importações tiveram alta de 6%, fechando o mês em US$ 13,9 bilhões, as exportações fecharam em US$ 16,4 bilhões, aumento de 4%.

No primeiro bimestre deste ano, o déficit das contas externas já somam US$ 15,789 bilhões. Além de ser 27,5% superior ao rombo do primeiro bimestre do ano passado, o valor é o maior para o período desde 2015. 

O déficit em transações correntes é formado pela balança comercial, pelos serviços adquiridos por brasileiros no exterior e pelas rendas, ou seja, remessas de juros, lucros e dividendos do país para o exterior. 

Brasileiros gastaram menos

A previsão do Banco Central para este ano é de déficit de US$ 57,7 bilhões.
 

Ainda segundo o Banco Central, os gastos dos brasileiros no exterior para o primeiro semestre caíram 22,4% em relação ao mesmo período do ano passado, ficando em US$ 2,319 bilhões. 

Já a diferença entre o que foi gasto por brasileiros no exterior e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil foi negativo em US$ 1,2 bilhões. Somente em fevereiro, os brasileiros gastaram US$ 403 milhões a mais fora do país. 

Investimentos caíram

Apesar de terem alcançando US$ 11,615 bilhões no acumulado até o segundo mês deste ano, o Investimentos Direto no País (IDP) é menor que os US$ 13,510 bilhões em igual período no ano anterior. No mês passado, o IDP ficou em US$ 5,996 bilhões, ante os US$ 7,682 bilhões no mesmo mês de 2019. Para 2020, o BC projeta que o IDP some US$ 80 bilhões.  

Além do retorno de investimentos brasileiros no exterior, o IDP é formado por recursos da participação no capital e por empréstimos diretos concedidos à filiais de empresas multinacionais no país.

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