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    Na última reunião do ano, Copom mantém taxa Selic em 2% ao ano

    Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília

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     O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (9), manter, mais uma vez, a taxa básica de juros, a Selic, na atual mínima histórica de 2% ao ano. Como essa é a última reunião do ano, os juros básicos do país vão encerrar 2020 nesse patamar, como esperado pelo mercado financeiro, de acordo com o Boletim Focus. 

    Essa foi a terceira vez em que o Copom optou pela manutenção da taxa no atual patamar, após nove reduções consecutivas desde julho de 2019.

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    A decisão do Copom já é focada em 2021, cuja meta central de inflação é de 3,75%, podendo oscilar de 2,25% a 5,25%. A expectativa do mercado financeiro, de acordo com a última edição do Boletim Focus, é de que no ano que vem o BC inicie um movimento gradual de alta dos juros, com a Selic encerrando em 3% ao ano e a inflação a 3,34%.

    Inflação em alta

    Vale destacar ainda que as fortes altas da inflação nos últimos meses levam o Banco Central a olhar para a taxa de juros com mais cautela.

    Enquanto em outubro o crescimento foi de 0,86%, em novembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE, avançou 0,89%. Além disso, o mercado financeiro já estima que a inflação de 2020 feche em 4,21%, projeção com maior valor no ano, de acordo com a última edição do Boletim Focus. 

    Juros X Inflação

    A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central para perseguir a meta de inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

    Como os juros mais baixos estimulam o consumo, contribuindo para a melhora do desempenho da economia, o BC tem tentando segurar a taxa no atual patamar como um fator à favor da recuperação da atividade econômica, que foi abalada pela pandemia de Covid-19.

    No entanto, uma inflação mais alta exige que o BC suba também os juros, como forma de controle, evitando o risco de uma hiperinflação.

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