Correios: Privatização não deve encarecer serviço a consumidor, diz economista

À CNN Rádio, Gesner Oliveira avaliou que serviço de hoje é ultrapassado e privatização é ‘absolutamente necessária

Armário inteligente dos Correios
Armário inteligente dos Correios Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

Amanda Garcia, da CNN

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Em entrevista à CNN Rádio nesta segunda-feira (9), o economista Gesner Oliveira avaliou a privatização dos Correios como “absolutamente necessária”, já que o “serviço é ultrapassado”. O texto do Palácio do Planalto foi aprovado pela Câmara na semana passada, por 286 votos a 173, e seguirá para a análise do Senado Federal.

Segundo o economista, o consumidor não sofrerá com aumentos de preço uma vez que o projeto seja aprovado. “Por uma razão simples: ele é um serviço regulado, que estará submetido a monitoramento e controle da agência reguladora, que seria a Anatel.”

 

“Não necessariamente precisaria de aumento das tarifas, o que se espera é movimento de investimento, daria mais escala, volume maior de serviço, diminuiria custos e oferecer serviços mais abrangentes, há restrições impostas pelo projeto que colocam a necessidade de manutenção de agencias, do ponto de vista do consumidor, é uma boa notícia”, completou.

Gesner acredita que a privatização é “mais do que necessária e urgente”.Para ele, haverá muitos interessados na concessão dos Correios: “Há uma atratividade enorme, com base para desenvolvimento de logística para aquilo que vimos acentuado pela pandemia, que é o delivery, comércio eletrônico, vários grupos privados podem ver na base logística algo muito interessante para desenvolver uma nova plataforma tecnológica extremamente atraente”.

O economista analisa que “haverá interesse desde grupos estrangeiros até grupos nacionais.” Sobre o aspecto dos funcionários e da manutenção dos empregos, Gesner foi categórico: “Investimento é o que gera emprego, quando não tem investimento, não se abrem oportunidades, com mais investimentos da iniciativa privada, você pode ter um retreinamento para aquelas pessoas que estão lá, não adianta tentar preservar algo sem mudanças porque não é sustentável do ponto de vista econômico.”

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