COVID-19: Déficit primário deve chegar a R$ 419 bilhões neste ano

As medidas de combate aos impactos do coronavírus devem ser responsáveis por R$ 224,6 bilhões do resultado total

Secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, anunciou que 2020 terá o maior déficit primário da série histórica
Secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, anunciou que 2020 terá o maior déficit primário da série histórica Foto: Reuters/Amanda Perobelli

Anna Russi

da CNN, em Brasília

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O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, informou, nesta quinta-fera (2/4), que a previsão da equipe econômica é de que o rombo nas contas públicas este ano alcance os R$ 419,2 bilhões. O valor equivale a 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

“É o maior da série histórica, mas é justificado pela pronta ação do governo federal. Entendemos que é limitado a 2020 e que a economia vai se recuperar”, disse o secretário, em coletiva de imprensa. 

Segundo ele, a estimativa é que as medidas de combate aos impactos do coronavírus sejam responsáveis por R$ 224,6 bilhões do resultado total. 

Entre as medidas anunciadas, a que trará mas acréscimo aos gastos do governo federal é o auxílio emergencial para trabalhadores informais, o chamado coronavoucher. Somente esse benefício trará uma despesa de R$ 98 bilhões para as contas públicas, equivalente a 1,3% do PIB.

Para este ano, o governo tinha autorizado um déficit de até R$ 124 bilhões. Porém, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já anunciou que o impacto de todas as medidas para combater os efeitos do coronavírus chegariam a R$ 750 bilhões – algumas delas, no entanto, são adiantamentos, o que não impacta diretamente no orçamento da União. 

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