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    Credit Suisse prevê dólar a R$ 6,20 e diz que real é moeda ‘tóxica’

    No mundo emergente, o banco prefere rublo russo, won sul-coreano e rupia indonésia ante as moedas sul-africana, mexicana e brasileira

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    O Credit Suisse ainda acredita que o dólar tocará R$ 6,20 no curto prazo e diz não estar pronto para “jogar a toalha” sobre estratégia de preterir o real ante outras divisas emergentes, já que o mantém na lista de divisas fiscal ou politicamente expostas, classificando a moeda brasileira como “tóxica”.

    No mundo emergente, o banco prefere rublo russo, won sul-coreano e rupia indonésia ante rand sul-africano, peso mexicano e o real.

    “Embora reconheçamos o avanço desse último (o real), não estamos prontos para jogar a toalha sobre essa estratégia ainda”, disseram estrategistas do banco em relatório nesta quarta-feira.

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    “Nossas visões não mudaram. Continuamos pessimistas com o real, com meta inalterada de dólar a R$ 6,20”, acrescentaram.

    Em relatório do dia 13 deste mês, o Credit Suisse disse que via o dólar chegando a R$ 6,20.

    O banco classifica o real como uma moeda “tóxica” –junto com o peso mexicano– ao citar que o peso colombiano, a despeito do recente colapso dos preços do petróleo, tem operado mais em linha com moedas “saudáveis” de exportadores de petróleo, como o rublo russo.

    O dólar operava nesta quarta-feira em queda de 1,3%, a R$ 5,687 e acumulou baixa de 2,38% entre a máxima recorde de fechamento (R$ 5,901, alcançada no último dia 13) e o fechamento da véspera (R$ 5,761).

    Mas o real ainda tem o pior desempenho global no ano, com desvalorização nominal de 29,4% ante o dólar.

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