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    Crescimento de 2021 traz “impulso” de 0,3% para PIB de 2022, diz equipe econômica

    Pasta também destaca que, além do saldo positivo do desempenho dos últimos dois anos, o resultado de 2021 deixou efeito carregamento estatístico de 0,3% para este ano

    Sede do Ministério da Economia em Brasília
    Sede do Ministério da Economia em Brasília , Brasil04/10/2021REUTERS/Adriano Machado

    Anna Russida CNN

    Brasília

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    A equipe econômica do governo federal avalia que a alta de 4,6% no Produto Interno Bruto (PIB) de 2021, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (4), “mais que compensa” a perda de 3,9% na atividade econômica em 2020, causada pelas consequências da pandemia da Covid-19. Em nota, a Secretaria de Política Econômica (SPE), ressalta que o resultado mostra que a economia brasileira recuperou o nível pré-pandemia e mostrou recuperação em “V”.

    A pasta também destaca que, além do saldo positivo do desempenho dos últimos dois anos, o resultado de 2021 deixou efeito carregamento estatístico de 0,3% para este ano. O carregamento estatístico, ou herança estatística, é uma espécie de impulso que é sempre deixado de herança do último trimestre de um ano para o ano seguinte.

    Entre os fatores positivos para 2022, a equipe econômica aposta na continuidade da retomada do mercado de trabalho e na boa perspectiva dos investimentos privados, que “segundo os indicadores de produção de bens de capital e sondagem com empresários sugerem um cenário positivo para 2022”.

    De acordo com a nota da SPE, dados do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) indicam a entrada de R$ 78 bilhões em investimentos neste ano. “O impacto esperado da ampliação dos projetos do PPI para 2022 no investimento será de R$ 38 bilhões, o que representa 2,3% a mais de FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo) e 0,4% a mais de PIB, em relação aos valores estimados para 2021”, diz o documento.

    Ainda diante da escalada de tensões no cenário internacional, em meio à guerra da Rússia com a Ucrânia, o Ministério da Economia defende que o Brasil mostre “que é um porto seguro para os investimentos privados”.

    “Para que tal fim, é necessário manter a agenda de reformas, fortalecendo o mercado de capitais e de crédito, por isso é fundamental aprovar o projeto de lei (PL) do Novo Marco de Garantias, a medida provisória (MP) de registros públicos, e o PL de debêntures incentivadas. Seria importante também obter a aprovação legislativa para a privatização dos Correios e realizar a privatização da Eletrobras ainda no primeiro semestre”, argumenta o governo.

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