Crise hídrica: Governo tem falhado ao falar com a população, diz especialista

Situação da crise hídrica no país deve piorar neste mês de agosto, segundo um levantamento do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)

Produzido por Thiago Félix, CNN São Paulo

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A situação da crise hídrica no país deve piorar neste mês, segundo um levantamento do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). De acordo com a projeção, agosto deverá ter uma das piores baixas da história nos reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste — a capacidade deles pode chegar a cerca de 21%.

Em entrevista à CNN, o coordenador do Instituto Clima e Sociedade, Roberto Kishinami, afirmou que a situação é mais crítica do que foi inicialmente pensado pelo próprio ONS. Segundo ele, o governo federal “tem falhado” ao dar sinais à população brasileira. 

“Por enquanto, tem havido aumento nas contas por conta do aumento do acionamento de termelétricas a partir de combustíveis fósseis. No entanto, se pegar a experiência de 2001, um sinal importante foi dizer às pessoas qual seria o benefício que cada um teria com a redução do seu consumo”, disse Kishinami.

“Porque hoje temos que atuar de duas maneiras: aumentar a oferta tanto quanto possível, e esse aumento é limitado porque está faltando água nos reservatórios, e temos que reduzir o consumo. São as duas coisas que podem permitir algum equilíbrio lá na frente. E, da maneira como nós estamos indo, não vamos alcançar essa situação de equilíbrio entre consumo e demanda”, complementou.

Para o especialista, a situação que estamos vivendo é de “emergência”. Isso porque, disse ele, já deveríamos ter uma sinalização clara de qual é o retorno monetário de cada megawatt-hora, quilowatt-hora que reduzíssemos no nosso consumo.

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