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    Crise hídrica seguirá pesando na conta de energia em 2022, diz associação

    À CNN Rádio, Paulo Pedrosa, presidente da Abrace, afirmou que, apesar das chuvas, reservatórios seguem em níveis muito baixos

    Daniel Reche no Pexels

    Amanda Garciada CNN

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    Apesar das chuvas registradas nas últimas semanas, a crise hídrica segue preocupando, segundo o presidente executivo da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa.

    Em entrevista à CNN Rádio, ele destacou que os reservatórios do Sudeste – que são a “caixa d’água do Brasil, segundo ele – estão com armazenamento perto de 18%, o equivalente a menos de um quinto da capacidade total.

    “Está chovendo um pouco, mas não se tem garantia de que vai chover muito no ano que vem”, disse.

    Pedrosa ainda analisou que o efeito continuará sendo sentido na conta de luz: “A certeza é de que a energia será muito cara em 2022, como está sendo agora para os brasileiros e para a produção industrial.”

    “A expectativa mesmo com chuvas razoáveis é de que, ano que vem, a gente continue com termelétricas caríssimas gerando energia e sendo pagas pelos consumidores”, completou.

    Paulo Pedrosa defendeu a diversificação do setor energético brasileiro. “O Brasil é o país da energia barata e conta cara, temos vocação para energia renovável competitiva.”

    No entanto, de acordo com ele, “é importante fazer do jeito certo”: “Hoje, quando se compra energia barata solar e eólica, se obriga também a ter produção de energia térmica cara para firmar quando não tem vento e sol.”

    “Nas contas de brasileiros está o peso indireto de subsídios e modelo que não é amigável ao funcionamento eficiente do setor, precisamos modernizar, acabar com reservas de mercado e privilégios, para que o Brasil possa ser o país da energia renovável e barata do começo ao fim”, disse.

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