Crise hídrica trará ‘pancada no bolso’ do consumidor, diz diretor do CBIE

À CNN Rádio, Adriano Pires destacou que a indústria também deveria ter aumento na tarifa de energia elétrica

Reservatório de água em período de seca
Reservatório de água em período de seca Foto: Reprodução / CNN

Amanda Garcia, da CNN Brasil

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O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, afirmou que a crise hídrica pela qual o Brasil passa trará “pancada no bolso” do consumidor.

Em entrevista à CNN Rádio nesta terça-feira (29), o diretor do CBIE destacou que a tarifa bandeira vermelha 2 da conta de luz — que está em vigor no momento — ficará ainda mais cara, mas que não havia outra opção para fazer com que o consumidor médio economize neste momento de baixos níveis de água nas principais hidrelétricas.

“O estímulo concreto será na conta da luz, se não usar de maneira racional, a conta vai subir muito”, disse.

Ele explicou que a taxa atual de R$ 6,24 a cada 100 kilowatt-hora consumidos não tem sido suficiente.

“O governo [com o novo aumento] quer equacionar o problema de caixa da distribuidora e também reduzir o consumo de energia.” No entanto, Adriano fez uma ressalva: “O consumidor residencial não é que vai atender o pico, quem tem que reduzir o consumo é a grande indústria, o governo precisaria aumentar a tarifa para a indústria, aí sim cria um estímulo concreto para modular a demanda.”

Ele ainda defendeu que haja campanha permanente de racionalização do uso de energia e consumo de água, já que, na avaliação dele, a crise não tem data para acabar.

“Vamos ter três meses de grandes emoções do setor elétrico, temos que torcer para que chova no início de novembro, mas a crise vai continuar em 2022, não vai se encerrar neste ano”, afirmou.

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