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    Cúpula da Petrobras deve defender manutenção da política de preços

    Novo presidente da estatal, Caio Paes de Andrade fará reuniões separadas com cada um dos oito diretores da empresa

    Caio Junqueira

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    O novo presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, agendou para esta terça-feira (28) uma série de reuniões separadas com cada um dos oito diretores da estatal.

    A expectativa é de que nessas conversas ele já dê os sinais dos primeiros passos que pretende dar na companhia, em especial sobre a política de preços. São os diretores os responsáveis por uma eventual alteração na política de preços.

    Nas primeiras conversas que teve com integrantes do comando da Petrobras, Paes de Andrade não deu sinais do que pretende fazer. Se a opção for mudança, será alertado de que poderia colocar em grande risco não só os contratos em andamento da Petrobras, por levantar a possibilidade de insegurança jurídica, como também sua própria situação jurídica.

    Isso porque há pelo menos três órgãos nacionais de olho nas movimentações (Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Comissão de Valores Mobiliários e Tribunal de Contas da União), como também órgãos internacionais (Securities & Exchange Comission, órgão que regula o mercado de capitais e pelo Departamento de Estado americanos). Também deverá ser alertado de que uma mudança poderia atrapalhar uma das principais pretensões da equipe econômica, o ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

    O arsenal de argumentos mostra que, ainda que o novo presidente queira alterar a política, enfrentará um cenário adverso. E, para trocar a diretoria, é preciso que o Conselho a destitua.

    O governo, por ser acionista majoritário, tem maioria atual no Conselho, mas a nova formação com os seis novos nomes apresentados neste mês deve demorar algumas semanas.

    As análises dos nomes estão sendo feitas em blocos e precisam ser referendadas pelo Conselho de Administração. Na primeira semana de julho deverão ser analisados uma parte dos nomes e na semana seguinte o restante. Se todos os nomes forem aprovados, uma assembleia dos acionistas será convocada em pelo menos 30 dias para referendar a nova composição do colegiado.

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