CVBI, VISC: 10 fundos imobiliários recomendados para investir em setembro

Principal índice de fundos imobiliários, o IFIX segue sofrendo com as altas na taxa Selic, o que deve continuar no curto prazo

Etienne Girardet/Unsplash

Matheus Pradodo CNN Brasil Business

São Paulo

Ouvir notícia

O IFIX fechou o mês de agosto com queda acumulada de 2,63%, devolvendo os ganhos referentes a julho (2,51%). O principal índice de fundos imobiliários segue sofrendo com as altas na taxa Selic, o que deve continuar acontecendo no curto prazo.

Investidores também passaram o mês em compasso de espera após o ministro da economia Paulo Guedes sugerir na proposta de reforma tributária entregue ao Congresso que os dividendos mensais dos FIIs fossem tributados em 15% a partir de 2022.

 

Com essa proposta foi retirada durante mudanças que estão ocorrendo na pauta da reforma e a modalidade não tem mais a sua isenção em risco, o mercado pode voltar a ver atratividade no produto financeiro.

“Na ótica macro, mantemos a perspectiva de que a reabertura da economia pode trazer benefícios, principalmente, para os fundos de lajes corporativas e shoppings”, diz José Renato R. Navikas, analista da Necton.

“Outro setor que chama nossa atenção é o de fundos de logística que podem começar a reajustar os aluguéis dos galpões, já que estamos em um patamar elevado de alocação no setor.”

A carteira

Pensando em um cenário ainda volátil que exige cuidados na hora de investir, o CNN Brasil Business segue publicando mensalmente a sua carteira de fundos imobiliários, seguindo o exemplo da já tradicional carteira de ações, também divulgada no início de cada mês.

No caso dos FIIs, são dez papéis selecionados a cada 30 dias com base nas recomendações das seguintes corretoras/casas de análise: Ativa Investimentos, Órama, XP Investimentos, BTG Pactual, Necton e Mirae. Para setembro, entram no índice VISC11, de shoppings centers, RBRP, de tijolo, e VISC, de recebíveis. Confira:

BRCO11

“O fundo da Bresco possui 11 propriedades com 446 mil m² de área bruta locável e baixa taxa de vacância (6%). Em nossa visão, o portfólio possui ativos de alta qualidade e bem localizados (próximos dos grandes centros consumidores, com destaque para a cidade de São Paulo).

O fundo possui ainda uma carteira de clientes com baixo risco de inadimplência e com alta exposição para o e-commerce como a Mercado Livre, FM Logistics e GPA”, dizem os analistas da XP Investimentos.

HGRU11

“Atualmente o portfólio apresenta 0% de vacância física e financeira. Adicionalmente, desde o segundo semestre de 2020, já estão sendo recebidos os aluguéis que foram adiados no início da pandemia, normalizando o fluxo de resultados do fundo.

Um ponto importante sobre o fundo é que o time de gestão busca adotar uma política de baixa variação nos dividendos intra-semestre, de forma a trazer maior previsibilidade para os cotistas”, dizem os analistas da Órama.

BTLG11

“O fundo BTG Pactual Logística possui um portfólio com boa diversificação de ativos, em geral, voltados para logística, industrial e varejo. Como a maior concentração de vencimentos dos contratos se dá a partir de 2025 (76% da Receita), acreditamos que haja uma maior segurança em relação ao fluxo de receita a ser recebido”, dizem os analistas da XP.

TRXF11

“Assim como galpões logísticos, varejo alimentício tem sido um dos setores que menos sofreu desde o início da crise. Nesse sentido, acreditamos na sinergia defensiva que o portfólio do fundo apresenta entre os dois segmentos, mas também promovendo um potencial atrativo de ganho de capital devido às recentes conclusões de aquisições e retomada de dividendos a patamares acima da média do IFIX”, afirmam os analistas da Guide.

CVBI11

“Gostamos da carteira do fundo, que apresenta boa diversificação de setores. O fundo já vem alocando o dinheiro da recente emissão e ainda possui 16% do dinheiro em caixa. Além disso, como o fundo tem exposição de 36% em CDI se beneficia dos aumentos previstos para a taxa de juros”, dizem os analistas da Necton.

VISC11

“Por mais que o segmento de shoppings esteja passando por um grande teste de curto prazo, acreditamos que o setor seja bastante resiliente e que possa performar de maneira positiva ao longo dos próximos anos. Baseamos nossa tese de investimentos nos seguintes fatores: grande diversificação geográfica dos ativos que compõem o fundo, gestão alinhada com os interesses dos cotistas e excelente liquidez”, dizem os analistas do BTG.

DEVA11

“A gestão da Devant se diferencia devido à capacidade de originação e estruturação de operações, o que permite a rápida alocação dos recursos captados em emissões. Em agosto, o fundo encerrou a alocação do montante advindo da 4ª emissão de cotas, o que permite um aumento nos resultados do fundo. Tem exposição à inflação, diversificação geográfica e capacidade de rápida alocação dos recursos captados”, defendem analistas da Órama.

VGIR11

“Estamos observando um discurso mais duro do Banco Central em relação à possibilidade de alta nos juros, que já subiram de 2% para 5,25% em 2021. As expectativas são de que o BC deva acelerar o aperto monetário, podendo levar a Selic para 8% ainda em 2021. Pela forte exposição do fundo em CRIs indexados ao CDI, e negociando próximo ao preço justo (0,96x P/VP) enxergamos uma oportunidade de capturar uma alta nos dividendos”, afirmam os analistas da Necton.

CPTS11

“Gostamos da estratégia de gestão ativa que o fundo propõe, tanto para alocação de recursos em CRIs, quanto para aquisição de ativos no mercado secundário (cotas de FIIs). O fundo conta com uma gestão dinâmica, multidisciplinar e de longo histórico no mercado imobiliário que oferece rentabilidade razoavelmente acima de seus principais pares do setor de recebíveis”, defendem os analistas da Guide.

RBRP11

“A recomendação para o RBRP11 segue os seguintes pilares: carteira diversificada em vários ativos imobiliários, alocações que geram valor ao cotista, excelente gestão, flexibilidade para investir conforme o surgimento de oportunidades e boa liquidez”, afirmam os analistas do BTG.

Mais Recentes da CNN