‘Danos são incalculáveis’, diz especialista sobre vazamento de dados

Consumidor que for vítima de golpes devido a vazamento de dados deve registrar a reclamação no SAC da própria empresa

Da CNN, em São Paulo

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O governo notificou as quatro grandes operadoras de telefonia no Brasil e deu 15 dias para que Oi, Vivo, Claro e Tim deem explicações sobre o vazamento de dados de 103 milhões de brasileiros. Os dados vazados, como CPF, emails e detalhes da fatura, têm valor econômico e ficam disponíveis para venda na “deep web”, camada da internet onde ocorrem crimes.

Em entrevista à CNN, o diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, Pedro Queiroz, classificou como “inadmissível” a existência desses vazamentos. “É altamente preocupante e nós estamos atuando porque os danos em relação aos consumidores que tiveram esses dados vazados são incalculáveis”, afirmou.

De acordo com Queiroz, o consumidor que for vítima de golpes devido ao vazamento de dados deve registrar reclamação no SAC da própria empresa. Caso o problema não seja resolvido, é preciso procurar a plataforma do consumidor.gov.br ou os Procons. “Não havendo solução, é preciso procurar o poder Judiciário para que busquem indenizações para o seu caso.”

No final de janeiro, fotos de rostos, scores de crédito, endereços e até salários foram expostos no que foi sendo considerado o maior vazamento de dados já registrado no país, que atingiu 223,74 milhões de brasileiros, entre vivos e já falecidos. É mais do que a população atual do Brasil.

A denúncia feita inicialmente pela empresa Psafe, de segurança da informação, apontava que os primeiros dados davam conta apenas do vazamento de CPF, data de nascimento e gênero. Porém, um segundo vazamento, identificado no dia 19 de janeiro, expôs dados ainda mais sensíveis, que podem levar a uma onda de crimes cibernéticos de extorsões, roubos e estelionatos.

 

 

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