De 130 mil a 105 mil pontos: entenda como o risco fiscal afeta humor no mercado

O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, opera o dia em queda, após ter terminado a quarta-feira no menor patamar em mais de um ano

Priscila Yazbekda CNN

Em São Paulo

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As preocupações com o risco fiscal seguem abalando a bolsa de valores do Brasil, onde o mercado acompanha com muitas ressalvas o impasse da PEC dos Precatórios.

O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, opera o dia em queda, após ter terminado a quarta-feira no menor patamar em mais de um ano.

A bolsa perdeu o patamar dos 130.000 pontos com o anúncio sobre a intenção do governo de parcelar dívidas judiciais — o que foi visto por muitos como um “calote”, depois, perdeu o patamar dos 115.000 com o anúncio de que furariam o teto de gastos.

Agora, vai perdendo o patamar dos 105.000 por conta do aumento na incerteza atual, que acarreta no medo de uma solução pior para o mercado.

Ibovespa
Ibovespa / Reprodução / B3

No centro do tabuleiro, está a proposta de parcelamento de dívidas da União reconhecidas judicialmente, que abre espaço, entre outras coisas, para o pagamento do Auxílio Brasil.

Além de financiar o programa social temporariamente, o governo já acenou que quer oferecer um benefício a caminhoneiros com esses recursos e até reajustar os salários dos servidores. De concreto, porém, o plano ainda não tem nada.

Nesse cenário de planos incertos, a leitura do mercado é que o governo está com dificuldade na articulação política para aprovar seus projetos, o que aumenta muito as incertezas para investimentos. Portanto, o risco que investidores veem hoje é de um “vale-tudo”, explica a analista de Economia da CNN Priscila Yazbek.

Além disso, o que vem dando um tom negativo aos ativos no Brasil nos últimos seis meses, segundo o experiente analista do mercado financeiro Roberto Attuch Jr., é a leitura de que a prioridade da política fiscal do governo tem sido reeleger o presidente Jair Bolsonaro.

 

 

 

 

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