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    Decisão sobre juros no Brasil é destaque em dia movimentado por balanços corporativos

    Às 18h30, Copom do Banco Central decide sobre alta na taxa básica de juros; balanços de corporações como Santander e Google também deixam mercados de olho

    Priscila Yazbekda CNN

    Em São Paulo

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    Os mercados operam nesta quarta-feira (2) de olho na divulgação dos balanços corporativos de algumas empresas, e na decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central sobre a taxa básica de juros. 

    Começando pelo exterior, futuros americanos subiam nesta manhã, rumo ao quarto pregão seguido de alta, com os bons resultados de empresas impulsionando os índices. 80% dos balanços divulgados no esterior superaram as expectativas.

    A Alphabet, dona do Google, registrou receita de US$ 257 bilhões em 2021, 41% acima de 2020. O valor é maior que o PIB de Portugal. O lucro por ação foi de US$ 30,69, acima das expectativas, e as ações chegaram a subir 10% no after market.

    Declarações de membros do Banco Central americano, com um tom mais suave sobre alta de juros, também ajudam na alta.

    Na Europa, índices também sobem, seguindo Nova York. Foi divulgada a inflação da zona do euro, que subiu para 5,1% em janeiro, um novo recorde, bem acima dos 4,4% esperados. O dado aumenta a pressão sobre o Banco Central europeu (BCE), que vem defendendo que a inflação é temporária. Na quinta-feira (3), tem a decisão de juros do (BCE).

    Na Europa, outro destaque é o balanço do Santander, que registrou lucro líquido superior a 2 bilhões de euros, oito vezes acima do lucro do quarto trimestre de 2020.

    Na Ásia, bolsas subiram seguindo os índices globais. China, Hong Kong e Coreia do Sul estão com mercados fechados devido a feriado de ano novo lunar.

    Brasil

    Vindo para o Brasil, o Ibovespa segue subindo, impulsionado pela rotação de investidores globais para as commodities.

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou que o governo discute a possibilidade de cortar impostos. Está em discussão a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como forma de pressionar governadores a reduzirem o ICMS sobre os combustíveis.

    Parlamentares voltam nesta quarta-feira do recesso, e analistas alertam que, com a reabertura de trabalhos no Congresso, pressões por aumentos de gastos públicos podem voltar a pressionar a bolsa.

    Entre os resultados, destaque também para o Santander Brasil, que registrou lucro líquido de R$ 16 bilhões em 2021, alta de 7% sobre 2020.

    O Ibovespa Futuro operam em leve alta de 0,08%, a 113.666 pontos, com o dólar em queda de 0,13%, a R$ 5,26. O S&P 500 Futuro sobre 0,79%, a 4.582 pontos.

    Agenda do Dia

    Acabou de sair o resultado da indústria de dezembro. O setor subiu 2,9,% no mês. As previsões do mercado apontavam para uma alta de 1,6% em relação a novembro. Com o resultado, o setor fecha 2021 com alta de 3,9%, o primeiro positivo após dois anos. Em 2019, a queda havia sido de 1,1% e, em 2020, de 4,5%.

    Além do Santander, a temporada de balanços segue com a Cielo, depois do fechamento. Mas o grande destaque do dia é a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, às 18h30.

    O mercado dá como certa a alta da Taxa Selic para 10.75%, maior patamar desde 2017. No entanto, fica a dúvida do que o Banco Central pode sinalizar sobre a alta de juros para a próxima reunião, em março. Com inflação persistente, analistas se dividem entre alta de um 1 ou 1,5 ponto em março.

    No exterior, saem os dados de emprego e estoques de petróleo nos Estados Unidos e a definição dos países exportadores de petróleo sobre a produção de março.

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