Declaração ‘mais contundente’ minimizaria danos à Petrobras, avalia economista

Em entrevista à CNN, Felippe Serigati, economista da FGV, analisou queda das ações da estatal após declarações do presidente Jair Bolsonaro

Produzido por Layane Serrano,

da CNN, em São Paulo

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Em entrevista à CNN, o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Felippe Serigati disse que uma “declaração mais contundente” de algum ministro do governo de Jair Bolsonaro ajudaria a minimizar os danos à Petrobras. Nesta segunda-feira (22), as ações da estatal operam em queda.  

“Paulo Guedes ou um ministro mais da agenda liberal vai ter que fazer alguma declaração mais contundente – ou apresentar algum projeto de privatização – para sinalizar que esse movimento na Petrobras foi algo pontual e que as demais agendas estão preservadas”, avaliou o economista.

Na semana passada, Bolsonaro indicou o general Joaquim Silva e Luna para o comando da companhia, no lugar de Roberto Castello Branco. A nomeação ainda precisa ser validada pelo conselho administrativo da empresa.

Para Serigati, não apenas a mudança em si no comando da estatal agitou o mercado, mas o recado que ela passa aos investidores estrangeiros.

“[Foi] a forma como essa mudança aconteceu e a linha que provavelmente o governo está desejando que a Petrobras atue. Essa é a maior interferência que, de repente, [indique que] a Petrobras tenha que se afastar um pouco do seu projeto de longo prazo”, afirmou.

Plataforma da Petrobras
Plataforma de produção de petróleo da Petrobras
Foto: Divulgação/Petrobras

(Texto publicado por Natália Flach)

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