Desemprego bate recorde: taxa de desocupação atinge 14,6% no 3º trimestre

Já são 14,1 milhões de pessoas desocupadas — 1,3 milhão a mais que no segundo trimestre deste ano

Ouvir notícia


 

O desemprego no Brasil bateu recorde. De julho a setembro, a taxa de desocupação alcançou 14,6%, o maior percentual da série histórica iniciada em 2012.

Esse número representa um avanço de 1,3 ponto percentual (p.p) em relação ao período de abril a junho (13,3%) e de 2,8 p.p. ante o período de julho a setembro de 2019 (11,8%), de acordo com a Pesquisa Nacional po Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (27) pelo IBGE.

Ao todo, a população desocupada aumentou 10,2% — o equivalente a 1,3 milhão de pessoas — para 14,1 milhões de pessoas em relação ao segundo trimestre deste ano (12,8 milhões). Por sua vez, a população ocupada (82,5 milhões) chegou ao patamar mais baixo da série histórica.

Leia também:
Quase 10 milhões de brasileiros estão com seus contratos de trabalho suspensos
Guedes diz que país pode ter ‘zero perda de emprego’, após abrir 395 mil vagas

Carteira de trabalho, emprego, CTPS
Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS).
Foto: Amanda Perobelli – 29.mar.2019/Reuters

Da mesma forma, o nível de ocupação, de 47,1%, foi o mais baixo da série, caindo 0,8 p.p. frente ao trimestre anterior e 7,7 p.p. contra o mesmo trimestre de 2019.

Os números apresentados na Pnad contrastam com os divulgados na quinta-feira (26). Ontem, a Secretaria do Trabalho apontou que o Brasil abriu 394.989 vagas de trabalho com carteira assinada em outubro. Resultado de 1.548.628 admissões e 1.153.639 desligamentos, o número é 26,8% superior ao número de postos abertos em setembro.

Além de ser resultado recorde na série histórica, é o quarto mês positivo após quatro meses consecutivos de saldo negativo desde o início da pandemia.

No acumulado do ano, no entanto, o saldo continua negativo: são 171.139 empregos perdidos, com 12.231.462 contratações e 12.420.601 desligamentos.

Mais recordes

A taxa composta de subutilização (30,3%) é recorde da série, subindo 1,2 p.p. em relação ao segundo trimestre (29,1%) e 6,3 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2019 (24%). Ou seja, a população subutilizada (33,2 milhões de pessoas) subiu 3,9% (mais 1,2 milhões) frente ao trimestre anterior e de 20,9% (mais 5,7 milhões) contra o mesmo trimestre de 2019.

Por sua vez, a população na força de trabalho (96,5 milhões de pessoas) se manteve estável frente ao trimestre anterior e caiu 9,2% (menos 9,8 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

Mas a população fora da força de trabalho (78,6 milhões) atingiu o maior nível da série histórica, com altas de 1% (mais 785 mil pessoas) ante o trimestre anterior e de 21,2% (mais 13,7 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019.

Clique aqui para acessar a página do CNN Business no Facebook

Tópicos

Mais Recentes da CNN