Desemprego e renda baixa explicam nova queda no setor de serviços, diz economista

À CNN Rádio, Juliana Inhasz avaliou a queda de 0,2% do setor de janeiro para fevereiro

Com custo de vida elevado, brasileiros priorizam atividades essenciais ao setor de serviços
Com custo de vida elevado, brasileiros priorizam atividades essenciais ao setor de serviços Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Amanda GarciaCamila Olivoda CNN

em São Paulo

Ouvir notícia

A queda de 0,2% do setor de serviços de janeiro para fevereiro, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (12), pode ser explicada pela “deterioração do cenário econômico” atual, de acordo com a coordenadora do curso de economia do Insper, Juliana Inhasz.

“Com a aceleração da inflação, a economia precisa de ajustes monetários, os juros sobem e pressionam o setor produtivo. Isso tem feito com que as famílias reorganizem a cesta de consumo”, explicou, em entrevista à CNN Rádio.

Inhasz reforçou que o desemprego, embora tenha registrado queda nos últimos meses, ainda é alto, e “mesmo os empregados têm renda média mais baixa”.

“O brasileiro tem menos recursos para consumir o que precisa e quer, e o setor de serviços é o que as pessoas cortam, porque priorizam outras coisas que são essenciais”, completou.

A economista avaliou que serviços “compõem um setor que, apesar de ser o carro-chefe da economia brasileira, encabeçou a recuperação econômica tímida do ano passado, mas que sofre muito com a substituição e queda da renda”.

A professora ainda acredita que a inflação ficará na casa dos 13%, com viés de alta “a depender de como o processo inflacionário continuar”.

Mais Recentes da CNN