Desemprego sobe para 12,6% em abril e atinge 12,8 mi de pessoas, segundo IBGE

Ainda de acordo com o instituto, os efeitos da pandemia no emprego foram sentidos tanto entre os trabalhadores informais, quanto os que têm carteira assinada

Do CNN Brasil Business, em São Paulo

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A taxa de desocupação no Brasil passou de 11,2% para 12,6% no trimestre finalizado em abril, atingindo 12,8 milhões de pessoas. As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgadas nesta quinta-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 13,3% no período.

No mesmo período de 2019, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,5%. Já no trimestre até março de 2020, a taxa de desocupação estava em 12,2%

De acordo com o instituto, um indicador que demonstra os efeitos da pandemia do novo coronavírus no mercado de trabalho foi a queda recorde de 5,2% quando comparado ao trimestre encerrado em janeiro, representando uma perda de 4,9 milhões de postos de trabalho – reduzidos a 89,2 milhões. 

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Para a analista de pesquisa do IBGE Adriana Beringuy, os efeitos foram sentidos tanto entre os trabalhadores informais, quanto os que têm carteira assinada. “Dos 4,9 milhões de pessoas a menos na ocupação, 3,7 milhões foram trabalhadores informais. O emprego com carteira assinada no setor privado teve uma queda recorde também: chegamos em abril com o menor contigente de pessoas com carteira assinada, que é de 32,2 milhões”, afirma a especialista. 

Renda

A queda recorde da população ocupada fez com que a massa de rendimento real também sofresse a maior retração da série histórica. “É uma queda de 3,3%, o que significa que em um trimestre a massa de rendimento teve uma retração de R$ 7,3 bilhões”, comenta Adriana.

Dados do IBGE mostram ainda que a média real do trabalhador foi de R$ 2.425 no trimestre encerrado em abril. O resultado representa alta de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 211,628 bilhões no trimestre até abril – uma queda de 0,8% ante igual período do ano anterior.

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