Desemprego tem novo recorde e atinge 13,5 milhões em setembro, diz IBGE

De acordo com o levantamento, o aumento das pessoas que perderam os empregos subiu em 33,1% desde o início da crise sanitária

Lucas Janone,

da CNN, no Rio de Janeiro

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A população desocupada no Brasil chegou em 13,5 milhões em setembro, cerca de 3,4 milhões a mais que o registrado em maio. Isso representa uma alta de 33,1% no período. O levantamento foi feito por meio da Pnad Covid-19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua, feita em parceria com o o Ministério da Saúde para monitorar os impactos da pandemia no mercado de trabalho. Esta foi a última edição da pesquisa semanal. 

Diante desse aumento no número de desocupados, a taxa de desemprego foi de 13,6% em agosto para 14% em setembro, a maior de todo o período.

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De acordo com o levantamento, o aumento das pessoas que perderam os empregos subiu em 33,1% desde o início da crise sanitária.

Entre as regiões mais afetadas, estão Norte, Nordeste e Sudeste – com aumento de 14,8%, 16,9% e 14,2%, respectivamente. Já as regiões Sul e Centro Oeste apresentaram queda.

A menor taxa foi observada, por exemplo, foi em Santa Catarina (7,8%), enquanto a maior foi registrada na Bahia (19,6%).

Enquanto isso, a população ocupada em setembro no Brasil seguiu estagnada e aumentou apenas 1,0% em relação a agosto. Enquanto isso, a força de trabalho subiu de 95,1 milhões em agosto para 96,4 milhões em setembro, com alta de 1,4% em relação a agosto.

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