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    Desigualdade de renda do trabalho recua em 2021, aponta pesquisa do Ipea

    Após pico, renda média caiu com o retorno às atividades por parte de trabalhadores informais e por conta-própria

    País fechou 2021 com recuo na desigualdade da renda do trabalho em relação a 2020
    País fechou 2021 com recuo na desigualdade da renda do trabalho em relação a 2020 José Cruz/Agência Brasil

    Stéfano Sallesda CNN

    no Rio de Janeiro

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    O retorno dos trabalhadores privados sem carteira assinada ao mercado no ano passado ajudou a reduzir a desigualdade salarial no país, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculado ao Ministério da Economia.

    A pesquisa mostra também que o fenômeno levou à redução do rendimento habitual médio dos trabalhadores brasileiros, que apresentou queda de 10,7% no mesmo período.

    Segundo o trabalho “Retrato dos rendimentos e horas trabalhadas durante a pandemia”, o indicador Gini, que afere a desigualdade, caiu de 0,507 no quatro trimestre de 2020 para 0,490 no mesmo período do ano passado. Neste índice, quanto mais próximo de um, maior a desigualdade.

    O estudo do Ipea aponta que o renda habitual média passou do pico de R$ 2.857, alcançado no trimestre móvel encerrado em julho de 2020, para R$ 2.447 no último trimestre de 2021: a menor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.

    A queda, segundo o órgão, se intensificou à medida que os trabalhadores informais e por conta própria retornaram ao mercado de trabalho, do qual haviam se afastado devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19 e que afetaram principalmente os setores de comércio e serviços.

    Para o Ipea, essa queda representa um indicativo de retorno à normalidade no mercado de trabalho, embora a renda habitual ainda esteja abaixo dos níveis pré-pandemia.

    A pesquisa mostra ainda que a proporção de domicílios sem renda proveniente do trabalho, que alcançou 28,04% no terceiro trimestre de 2020, para 22,2% no último trimestre do ano passado. Números mais próximos do patamar de 2019: 21,5%.

    O estudo mostra ainda que o maior crescimento de rendimentos, por faixa de renda domiciliar, ficou concentrado nos domicílios de renda mais baixa em 2020.

    Já em 2021, os de renda mais alta apresentaram maior redução proporcional. No quarto trimestre do ano passado, as perdas foram de 3,15% nos domicílios de renda mais baixa, enquanto os das duas faixas de renda mais elevadas apresentaram perdas menores: 1,7% e 1,27%.

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