Dívida pública federal cai 1,29% em outubro sobre setembro, diz Tesouro

No mesmo período, a dívida pública mobiliária interna teve recuo de 1,54%, a R$ 5,10 trilhões

PIB cresceu 12,1% em relação ao segundo trimestre de 2020, com uma base de comparação baixa
PIB cresceu 12,1% em relação ao segundo trimestre de 2020, com uma base de comparação baixa Marcos Santos/USP Imagens

Reuters

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A dívida pública federal do Brasil caiu 1,29% em outubro sobre setembro, a R$ 5,373 trilhões, em mês marcado pelo volume expressivo de resgates.

A dois meses do fim do ano, o estoque ainda não bateu no limite inferior da banda estabelecida para 2021 no Plano Anual de Financiamento, de R$ 5,5 trilhões a R$ 5,8 trilhões.

Segundo dados informados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira, as emissões de dívida mobiliária interna no mês foram as maiores desde maio, alcançando R$ 146,4 bilhões.

Mas os R$ 271,4 bilhões em resgates –segundo maior valor da série histórica– fizeram a dívida interna fechar o mês com resgate líquido de R$ 125 bilhões.

Em nota sobre o resultado, o Tesouro chamou a atenção para a volta da emissão de títulos prefixados em volumes maiores: R$ 45,4 bilhões, frente a R$ 17,9 bilhões em setembro e apenas R$ 7,8 bilhões em agosto.

Contudo, como houve vencimento de 267,71 bilhões em LTNs, os prefixados terminaram o mês com resgate líquido. Eles passaram a responder por 29,04% da dívida total, abaixo dos 32,58% de setembro e do intervalo de 31% a 35% estabelecido para o ano, conforme Plano Anual de Financiamento.

Os títulos que variam com a Selic, representados pelas LFTs, aumentaram seu peso na dívida pública federal, a 36,15% do total, ante 33,95% em setembro. No PAF, a meta para o ano é de 33% a 37%.

Já os papéis indexados à inflação elevaram a fatia sobre a dívida para 29,57% da dívida total, ante 28,48% em setembro, sendo que a referência para este ano é de 26% a 30%.

Em relação aos detentores, a participação dos investidores estrangeiros na dívida mobiliária interna subiu a 10,46% em outubro, sobre 10,05% no mês anterior.

Mais uma vez o custo médio das emissões de dívida interna aumentou, chegando a 7,5% ao ano, sobre 6,9% ao ano em setembro. O custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses foi na mesma direção, passando a 8% sobre 7,8% no mês anterior.

Olhando para novembro, o Tesouro destacou que ao longo do mês, a maior estabilidade nos mercados permitiu que iniciasse a retomada gradual das emissões, “voltando a ofertar prefixados e índice de preços em quantidades mais próximas da normalidade”.

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