Dólar cai 0,8% no dia, a R$ 5,34, e encerra maio com queda de 1,8%

Moeda entrou em trajetória de retração depois de beirar os R$ 6 em meados de maio e renovar seu recorde histórico diversas vezes

Foto: Alexander Schimmeck/Unsplash

Do CNN Brasil Business, em São Paulo*

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Em mais uma sessão de alta volatilidade, o dólar abriu a sexta-feira (29) em queda, passou a subir durante o dia e, ao final da tarde, inverteu o sinal novamente para fechar em queda. O dólar fechou o dia com retração de 0,85%, cotado a R$ 5,340 na venda.

Na semana, a moeda acumulou queda de 4,19%. No mês, acumulou redução 1,8%, embora, em meados de maio, o dólar tenha renovado seu recorde histórico diversas vezes e se aproximado da casa dos R$ 6.

As tensões no dia, nos mercados internacionais, foram movidas pelo temor de uma escalada na tensão comercial entre Estados Unidos e China, mas foram arrefecidas após uma coletiva do presidente americano Donald Trump nesta tarde em tom tranquilo mais tranquilo do que o esperado.

Na quinta-feira, o parlamento chinês aprovou a imposição da lei de segurança nacional em Hong Kong. A medida poderia fazer com que o poderoso centro financeiro asiático perdesse seu status especial sob a lei norte-americana, o que acendeu o alerta para possíveis retaliações por parte do governo dos EUA, como novas barreiras comerciais contra a China.  

No Brasil, os dados do PIB do primeiro trimestre, divulgado pela manhã, confirmaram uma queda forte na atividade, atingida pelos impactos da epidemia do novo coronavírus, mas vieram em linha com o esperado.

O PIB brasileiro caiu 1,5% no primeiro trimestre deste ano sobre os três meses anteriores, maior queda nessa base de comparação em cerca de cinco anos. E a dívida bruta saltou a 79,7% do PIB em abril, um recorde. 

“O real foi a moeda de pior desempenho no universo emergente, provavelmente pressionada pela preocupação mais ampla dos investidores sobre a capacidade da moeda de dar sequência ao recente desempenho superior em meio à deterioração da história local”, disseram estrategistas do Morgan Stanley.

*Com Reuters

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