Dólar fecha a R$ 5,18, segunda maior cotação da história, com ameaça de recessão

Mercados financeiros ainda buscam a segurança da moeda norte-americana diante da perspectiva de impactos econômicos do novo coronavírus

Dólar voltou a subir na sexta-feira (27) após três sessões em baixa (27.mar.2020)
Dólar voltou a subir na sexta-feira (27) após três sessões em baixa (27.mar.2020) Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Do CNN Brasil Business, em São Paulo*

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O dólar encerrou o dia na segunda maior cotação da história, a R$ 5,18, pressionado por temores dos mercados globais com uma recessão mundial, provocada pelos impactos econômicos do novo coronavírus.

No fim desta segunda-feira (30) , a moeda norte-americana subiu 1,47%, a R$ 5,1815 na venda, a segunda mais elevada cotação para um fechamento, atrás apenas da de 18 de março (R$ 5,1993).

No exterior, o banco central dos Estados Unidos anunciou medidas para injetar trilhões de dólares no sistema financeiro, enquanto o Congresso dos EUA aprovou um pacote histórico de US$ 2,2 trilhões. Mas nada disso tem parado a demanda por dólares, reflexo de um mercado temeroso sobre o rumo da economia.

“Essas medidas continuam, contudo, frágeis e altamente dependentes do progresso da pandemia do Covid-19”, disse o Scotiabank em nota. O número de casos de Covid-19 em todo o mundo já passou de 547 mil, com 35.006 mortes.

O dólar fechou perto das máximas do dia, recuperando toda a queda vista entre 11h45 e 12h15, mesmo depois de o Banco Central (BC) ter vendido US$ 625 milhões no mercado à vista.

No geral, analistas ainda veem o dólar ajustando para baixo até o fim do ano. A pesquisa Focus do BC divulgada mais cedo mostrou que a mediana das estimativas para a taxa de câmbio ao fim de 2020 se manteve em R$ 4,50. As projeções para o desempenho da economia e para a taxa Selic, porém, diminuíram.

A força do dólar nesta sessão em todo o mundo decorreu ainda da visão de que a moeda dos EUA segue mais atrativa do que seus pares, já que outros BCs além do Fed também estão cortando os juros –reduzindo o retorno “extra” pago ao investidor que decide tomar outra moeda em detrimento do dólar.

*Com informações da Reuters

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