Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Ibovespa fecha em queda com Brasília e Selic no radar; dólar sobe

    No encerramento da sessão, a moeda norte-americana avançou 0,54% ante o real, a R$ 5,266 na venda

    Dólar recua com mercado avaliando sinais de alívio em Brasília; inflação e política monetária seguem em foco
    Dólar recua com mercado avaliando sinais de alívio em Brasília; inflação e política monetária seguem em foco 07/11/ 2016 REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

    Reuters

    Ouvir notícia

    O dólar avançou contra o real nesta quinta-feira (16), com o foco dos mercados recaindo sobre a política monetária tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos com a aproximação das reuniões de seus respectivos bancos centrais na semana que vem, enquanto o clima em Brasília continuava sob monitoramento.

    No encerramento da sessão, a moeda norte-americana avançou 0,54% ante o real, a R$ 5,266 na venda.

    Já na B3, o Ibovespa fechou o pregão com queda de 1,10%, aos 113.794.

    Nos dias 21 e 22 de setembro, os encontros do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve vão estar no foco do mercado. Os investidores globais ficarão atentos a qualquer sinalização do Fed sobre o futuro de seu programa de compra de ativos, e, por aqui, o foco esteve no ritmo de elevação da taxa Selic.

    Para Lucas Schroeder, diretor de operações da Câmbio Curitiba, o “Fed ainda está bem cauteloso em relação a redução de estímulos”, o que torna baixa a probabilidade de anúncio iminente de corte em suas compras de ativos. Caso essa expectativa de manutenção da política monetária se consolide, explicou, os operadores podem elevar a busca por ativos de países emergentes.

    Dados divulgados mais cedo mostraram que as vendas no varejo dos Estados Unidos cresceram inesperadamente em agosto, o que pode reduzir as expectativas de uma desaceleração acentuada no crescimento econômico no terceiro trimestre.

    No Brasil, depois que sinais de disparada da inflação doméstica levaram alguns investidores a precificarem elevação de até 1,5 ponto percentual da taxa Selic na reunião do Copom de setembro, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, esfriou as expectativas ao dizer na terça-feira (14) que não vai alterar seu plano de voo a cada número de alta frequência que sair.

    Isso “não significa que a taxa não vai continuar subindo”, explicou Lucas Schroeder, diretor de operações da Câmbio Curitiba, mas “Campos Neto retificou que o BC não vai adotar altas mais acentuadas do que de 1 ponto percentual na Selic”, mesmo ritmo adotado no último encontro do Copom.

    Juros mais altos tendem a elevar a rentabilidade do mercado de renda fixa doméstico, intensificando o ingresso de recursos estrangeiros no Brasil e, consequentemente, beneficiando o real, explicou Schroeder.

    Adiante, incertezas de vários cantos podem estressar as negociações no mercado de câmbio, segundo Schroeder.

    “A crise hídrica pode ter impacto maior nos próximos meses, afetando a inflação em vários setores, o que pode elevar a cautela. Já na pauta política, se aproximam as eleições, e o 7 de Setembro foi prévia de como está o clima.”

    Durante manifestações da semana passada no feriado do Dia da Independência, o presidente Jair Bolsonaro levantou temores institucionais ao atacar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), embora já tenha moderado seu tom desde então.

    A moeda norte-americana spot fechou a quarta-feira (15) em queda de 0,42%, a 5,237 reais.

    Mais Recentes da CNN