É nossa obrigação vacinar informais em até quatro meses, diz Guedes

Segundo o ministro da Economia, a atividade econômica deve registrar nos próximos dias os impactos negativos do recrudescimento da pandemia

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília

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 O ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçou mais uma vez a importância do avanço da vacinação em massa para o retorno do trabalho e para a retomada da atividade econômica. Para ele, é obrigação do governo vacinar os trabalhadores informais nos próximos quatro meses. 

“Mesmo com liberando esse auxílio emergencial, que deve ajudar na sobrevivência nesse período, temos a obrigação de vaciná-los nos próximos três ou quatro meses”, disse durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (22). 

Ele destacou que os brasileiros no mercado de trabalho informal são considerados mais vulneráveis à disseminação do novo coronavírus, uma vez que têm maior dificuldade de cumprir o isolamento social, já que dependem de trabalhos na rua para manter uma renda mínima de sobrevivência. 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante palestra no Distrito Federal
O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante palestra no Distrito Federal
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil (12.fev.2020)

“Temos que evitar a crueldade do dilema que é: ou fica em casa com dificuldades para a manutenção da sua sobrevivência ou vão sair arriscando a vida”, argumentou. 

“A vacinação em massa tem que ser acelerada para garantir a chance de sobrevivência e o retorno seguro ao trabalho, principalmente para as camadas mais vulneráveis”, completou. 

Há algumas semanas, o ministro vem defendendo a vacinação em massa como solução para o retorno seguro ao trabalho e o fim das medidas restritivas mais rígidas, como os lockdowns, que impactam negativamente no desempenho econômico. 

Guedes também admitiu que, apesar da recuperação econômica nos dois primeiros meses do ano, a atividade deve registrar nos próximos dias os impactos negativos do recrudescimento da pandemia. No ano passado, a crise econômica causada pela pandemia resultou em uma recessão de 4,1%. 

“Devemos sofrer algum impacto já na segunda quinzena de março e, possivelmente, no mês de abril. Quero deixar aqui muita ênfase na necessidade de vacinação em massa”, reforçou.

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