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    É provável que haja racionamento preventivo de energia, diz professor da USP

    Professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP, Pedro Jacobi, afirma que Brasil precisa tomar medidas preventivas para evitar novas crises hídricas

    Produzido por Layane Serrano, da CNN em São Paulo

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    O Brasil vive a pior situação hídrica dos últimos 91 anos. Em entrevista à CNN, o professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo, Pedro Jacobi, relembra o apagão de 2001, que afetou o fornecimento e distribuição de energia elétrica, e diz que é possível que seja imposta uma política de racionamento.

    “É muito provável que esse racionamento [de energia] tenha que acontecer dentro de uma lógica preventiva. Nós temos que fortalecer cada vez mais uma visão de precaução […]. É provável que haja um racionamento para poder garantir [energia], inclusive, nos períodos nos quais a redução significativa das chuvas pode acontecer. Nós estamos entrando no período de estiagem.”

    Energia mais cara

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou uma nova tarifa de energia. A partir de junho, vai valer a bandeira vermelha patamar dois, a mais cara. Portanto, será cobrado um valor adicional de R$ 6,24 centavos para cada 100 kWh/hora consumidos. 

    A respeito disso, Jacobi acredita que os cidadãos precisam se readequar a uma nova realidade. “Nós dependemos fundamentalmente de energias produzidas pelas hidrelétricas. Na medida em que não chove e os reservatórios não conseguem manter a capacidade suficiente para prover a energia, nós temos que nos ajustar.”

    O professor afirma que, no Nordeste, vêm sendo implementadas cada vez mais usinas eólicas, no entanto, apesar de altos investimentos, ainda está abaixo do necessário.

    “Hoje, a energia eólica é responsável por 10,3% [da produção de energia], segundo dados das instituições que organizam a gestão de energia eólica. A solar é muito pequena, menos de 2%. A energia eólica está crescendo muito, principalmente no Nordeste, onde é realmente muito importante o volume de investimento que estão sendo feito, mas é um ritmo menos adequado do que poderia ser.”

    Professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP, Pedro Jacobi
    Professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo, Pedro Jacobi. (30-05-2021)
    Foto: Reprodução / CNN

     

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