Economia chinesa encolhe 6,8% no 1º trimestre, pior desempenho em décadas

Resultado é consequência direta da crise do novo coronavírus

Pessoas com máscaras de proteção caminham em rua de Wuhan, na China, primeiro epicentro da COVID-19
Pessoas com máscaras de proteção caminham em rua de Wuhan, na China, primeiro epicentro da COVID-19 Foto: Aly Song - 03.abr.2020/ Reuters

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Como efeito direto da crise do novo coronavírus, a economia da China registrou seu pior período de três meses em décadas.

Nesta sexta-feira (17), o país asiático divulgou uma contração de 6,8% do PIB no primeiro trimestre de 2020, em comparação com o mesmo período no ano anterior. O resultado foi ainda pior que o declínio de 6,5%, previsto por especialistas consultados pela agência Reuters.

A queda é a pior em um único trimestre que a China registrou desde que começou a publicar esses números, em 1992.

Analistas ouvidos pela Reuters projetam um crescimento de 2,5% neste ano, forte desaceleração em relação às últimas décadas e que representaria o pior PIB anual do país desde a recessão de 1976, quando a morte do líder do Partido Comunista  Mao Tsé-Tung encerrou um tumulto social e econômico de uma década.

O país onde o surto de coronavírus começou promoveu quarentenas no final de janeiro, quando o governo procurou conter a propagação do vírus.

As medidas dramáticas de Pequim parecem ter controlado o vírus. O número de infecções transmitidas localmente despencou, e o bloqueio em Wuhan, o marco zero da pandemia, foi encerrado no início deste mês.

Nesta sexta, Wuhan, o primeiro epicentro da doença, anunciou uma revisão no total de vítimas pela doença. O município acrescentou 1.290 óbitos dos últimos meses que não haviam sido contabilizados, além de 325 casos que não haviam sido registrados anteriormente. 

Com a atualização, o total de mortes na cidade desde o início dos registros foi a 3.869. Considerando toda a China, o número de óbitos avançou para 4.632. 

* Com Reuters e Laura He, da CNN

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