Economia da zona do euro cresce no 2º tri; inflação fica acima da meta do BCE

A economia francesa, segunda maior da zona do euro, expandiu 0,9%, pouco acima da expectativa, com o terceiro lockdown sendo relaxado a partir de maio

Foto: REUTERS/Eric Gaillard

Philip Blenkinsop,

da Reuters

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 A economia da zona do euro cresceu mais rápido do que o esperado no segundo trimestre, saindo da recessão provocada pela pandemia da Covid-19 conforme as medidas para conter o vírus são relaxadas, enquanto a inflação superou em julho a meta de 2% do Banco Central Europeu.

A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, informou nesta sexta-feira (30) que sua estimativa inicial para o Produto Interno Bruto dos 19 países que usam o euro foi de crescimento de 2,0% na comparação trimestral e de 13,7% na base anual.

Economistas consultados pela Reuters esperavam expansões de 1,5% e 13,2% respectivamente.

Entre os destaques ficaram as terceira e quarta maiores economias da zona do euro, Itália e Espanha, com crescimentos trimestrais respectivamente de 2,7% e 2,8%. A economia de Portugal, dependente do turismo, expandiu 4,9%.

A zona do euro sofreu duas recessões técnicas –definida como dois trimestres de contração — desde o início de 2020, com as contenções devido ao coronavírus pesando mais recentemente entre o fim de 2020 e início de 2021.

O PIB da zona do euro foi pressionado em grande parte nos três primeiros meses do ano pela fraqueza na Alemanha, onde o lockdown a partir de novembro conteve o consumo privado.

A maior economia da Europa voltou a crescer no segundo trimestre, mas a uma taxa trimestral de 1,5% que ficou abaixo do esperado.

A economia francesa, segunda maior da zona do euro, expandiu 0,9%, pouco acima da expectativa, com o terceiro lockdown sendo relaxado a partir de maio.

No entanto, muitos países da zona do euro estão enfrentando novas ondas de infecções com a variante Delta, mais transmissível.

A Eurostat também informou que a inflação da zona do euro acelerou a 2,2% em julho, taxa mais elevada desde outubro de 2018, de 1,9% em junho e acima da expectativa de economistas de 2,0%.

Os preços da energia foram de novo o maior peso, com alta de 14,1% na comparação anual.

Sem os componentes voláteis de energia e alimentos não processados, ou que o Banco Central Europeu chama de núcleo da inflação, os preços subiram 0,9% na base anual, o mesmo que em junho. Economistas esperavam avanço de 0,7%.

Os dados não devem preocupar as autoridades do BCE, que já alertaram sobre um aumento temporário na inflação e deixaram claro que não irão ajustar a política monetária já que os fatores pontuais devem desaparecer no próximo ano.

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