Eleições nos EUA representam volta inusitada ao equilíbrio, avalia Andy Karsner

Andy Karsner, estrategista sênior da X, empresa de inovação do Google, e fundador e executivo da Elemental Labs participou de uma transmissão ao vivo nas redes

André Esteves, sócio sênior do banco BTG Pactual, e Andy Karsner, estrategista sênior da X, empresa de inovação do Google, e fundador e executivo da Elemental Labs, durante transmissão ao vivo
André Esteves, sócio sênior do banco BTG Pactual, e Andy Karsner, estrategista sênior da X, empresa de inovação do Google, e fundador e executivo da Elemental Labs, durante transmissão ao vivo Foto: YouTube/Reprodução

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

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Para Andy Karsner, empreendedor e especialista nas áreas de inovação, energia e meio ambiente, os Estados Unidos estão mais polarizados do que nunca.

No entanto, a eleição de Joe Biden como o próximo presidente do país pode, na visão dele, “trazer o governo de volta para o neutro”, diminuindo pontos de atrito que dificultam o avanço das políticas sociais e econômicas.

“[A eleição de Biden] Parece um lugar antigo, mas com circunstâncias totalmente novas. Os republicanos foram bem. Perderam a presidência, mas tiveram resultados melhores do que as pesquisas projetavam”, opina Karsner.

“Foi ganho um senso de normalidade e de solução de problemas, tirando um pouco essa exaustão de tuítes diários que nós enfrentávamos”, prossegue. Para o empreendedor, a manutenção da maioria republicana no Senado indica que os americanos não querem políticas extremadas do lado democrata.

“Esse país vai melhor com o governo dividido do que com um governo unido. Há uma maior necessidade de negociar e isso nos traz ao centro”, argumenta Karsner.

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Andy Karsner, estrategista sênior da X, empresa de inovação do Google, e fundador e executivo da Elemental Labs participou de uma transmissão ao vivo nas redes sociais do BTG Pactual digital nesta segunda-feira (16). Ele foi entrevistado por André Esteves, sócio sênior do banco.

Para Karsner, a recusa por parte do presidente Donald Trump em reconhecer o resultado das eleições é um modo de agir estudando as perspectivas do Partido Republicano. Ele avalia que Trump está consciente de que não poderá seguir no cargo a partir de 2021.

Brasil

Questionado por André Esteves sobre as perspectivas para as relações externas da Casa Branca sob Biden, Andy Karsner projeta que o Brasil e a América Latina em geral têm mais a ganhar do que a perder.

“Ele vai trabalhar por um mundo muito mais multilateral, o que será muito positivo para o Brasil, para a América Latina, para os países emergentes e para os próprios Estados Unidos”, afirma.

O especialista argumenta que não espera mudanças muito grandes na relação entre os EUA e a China, muito pelas próprias limitações políticas de Joe Biden no Congresso. “Biden e os democratas não têm muita margem para alterar essa postura mais dura com a China, mas eles podem obter melhores resultados”, argumenta.

Ciência

Para Andy Karsner, em vários aspectos do mundo atual é necessária a importância de valorização da ciência. Ele defende a valorização de novos modelos de negócio integrados a políticas ambientais modernas.

O especialista colocou a perspectiva de que se preparem para novas matrizes energéticas. “A idade da pedra não acabou por falta de pedra e a era do petróleo não vai acabar por falta de petróleo”, opinou.

“A ExxonMobil era a maior empresa privada do mundo, mas hoje ela tem um valor de mercado menor que a da Netflix”, prossegue. Ele defende posturas mais flexíveis na busca por soluções. “Quando você quer acabar com uma briga em uma festa, você não se pergunta se essa é a solução final, você quer resolver”, diz.

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