Em alta, Marfrig foi blindada do efeito COVID-19 na B3

Desde o começo do ano, a empresa do setor de frigoríficos disparou 28,11% no Ibovespa, o principal índice da Bolsa, e terminou com a maior alta do quadrimestre

Marfrig foi beneficiada pela retomada de exportação de carne bovina in natura para os EUA (07.out.2011)
Marfrig foi beneficiada pela retomada de exportação de carne bovina in natura para os EUA (07.out.2011) Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Estadão Conteúdo

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Quem investiu nas ações da Marfrig em 2020 não tem do que reclamar. Desde o começo do ano, a empresa do setor de frigoríficos disparou 28,11% no Ibovespa, o principal índice da Bolsa, e terminou com a maior alta do quadrimestre, bem à frente dos seus pares JBS (-6,53%) e BRF (-44,89%) – a partir deste quadrimestre, o Minerva Foods se junta a eles no índice, assim como Energisa e CPFL Energia num total de 75 ativos no Ibovespa (Smiles sai da carteira teórica).

O desempenho é ainda mais impressionante levando em consideração a crise econômica global causada pela covid-19. Mesmo antes da pandemia, a Marfrig já vinha num processo de melhoria de gestão, com foco na diminuição de suas dívidas. Atualmente, a empresa tem R$ 8,4 bilhões em caixa e R$ 21,7 bilhões de dívida bruta total, mas 21% deverão ser pagos neste ano e apenas 1% em 2021.

De acordo com Sandra Peres, analista da Terra Investimentos, a Marfrig foi beneficiada pela retomada de exportação de carne bovina in natura para os EUA. Somado a isso, há uma combinação favorável de desvalorização cambial do real ante o dólar e uma menor concorrência global.

No Brasil, as empresas do segmento registram um aumento na demanda em supermercados e atacados. Também há expectativa para que a maior oferta de gado faça o valor da arroba do boi cair e, consequentemente, diminua os custos para os frigoríficos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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