Moradores de São Paulo estocam gás de cozinha e relatam disparo nos preços

Botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP)
Botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP) Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Manuela Tecchio,

do CNN Business, em São Paulo

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Em tempos de quarentena preventiva ao coronavírus, o desespero pelo estoque de alimentos e itens essenciais está causando problemas de abastecimento na capital paulista. Há alguns dias, reclamações sobre a falta de gás envasado nas principais distribuidoras de São Paulo começaram a pipocar nas redes sociais. 

Entre as regiões mais afetadas estão bairros do centro, como Santa Cecília, Vila Buarque e Barra Funda, além de Zona Leste e Zona Norte. Não há quase nenhum gás liquefeito de petróleo (GLP), o famoso botijão de cozinha, disponível para a entrega na maioria das revendedoras. Quando há estoque, os preços geralmente são inflacionados pela alta demanda. 

Numa distribuidora da Liquigás no centro da cidade, por exemplo, o botijão que geralmente custa R$ 70 já é vendido a R$ 95, num intervalo de poucos dias. Até o momento, a reportagem não conseguiu contato com a assessoria da marca.

Outra empresa que enfrenta problemas de estoque desde o início da semana é a Ultragaz. Em nota, a companhia atribui a escassez do produto à mudança de comportamento dos consumidores, que passaram a acumular em casa, no momento da compra, um segundo botijão de reserva.

Além disso, a Ultragaz garantiu que tem orientado seus revendedores a manter seus preços regulares e que casos de práticas abusivas serão submetidos à fiscalização dos órgãos de controle, como o Procon. No comunicado, a empresa diz que já está regularizando o abastecimento em algumas regiões da cidade, mas não disse em quais.

Embora alguns paulistanos tenham relatado problemas para comprar GLP com a Copagaz, a marca garantiu que suas distribuidoras já operam normalmente nesta terça-feira (31). “A operação da Copagaz nas engarrafadoras está funcionando plenamente. Mas realmente está havendo uma alta na procura, porém a companhia não teve notícias de desabastecimento por parte dos revendedores, disse a assessoria.

Clientes da Consigaz também relataram dificuldade de conseguir o produto na região central da capital paulista. Procurada, a empresa não retornou. 

De acordo com os dados mais recentes divulgados pela a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), em janeiro de 2020, o país produziu mais de 139 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Essa produção é dividida para o uso entre setores como indústria, comércio, e também por civis. O resultado representa um aumento de 22,6 %, se comparado ao mesmo mês do no anterior.

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