Em resposta à Casa Civil, Fux se posiciona favoravelmente a reajuste de 5% para servidores

De acordo com o documento, o maior impacto do reajuste está na Justiça do Trabalho, com R$ 326 milhões

Gabriela CoelhoAnna Russida CNN

em Brasília

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, enviou à Casa Civil um ofício se manifestando “positivamente” ao interesse do Judiciário de ser contemplado na revisão geral, com o reajuste de 5% aos servidores federais funcionários do Poder Judiciário.

“O impacto fiscal de um reajuste linear de 5% no Judiciário seria de R$ 827,9 milhões em 2022, a partir de julho”, disse.

De acordo com o documento, o maior impacto do reajuste está na Justiça do Trabalho, com R$ 326 milhões. Na Justiça Federal os gastos seriam elevados em R$ 279 milhões, enquanto que a Justiça Eleitoral sofreria um impacto de R$ 121 milhões.

Segundo o presidente do STF, “a implementação da recomposição exigirá providências por parte dos órgãos da Justiça, que precisarão promover remanejamentos de despesas para viabilizar os recursos necessários e garantir o cumprimento das Emendas Constitucionais”.

Apesar de se dizer contra qualquer aumento salarial para funcionários públicos em 2022, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já classificou o reajuste linear de 5% como “a melhor solução”, uma vez que o presidente Jair Bolsonaro não quer abrir mão de atender a demanda, principalmente da carreira de policiais.

Representados por sindicatos, a classe de servidores públicos, por outro lado, avalia os 5% de reajuste como insuficientes.

Os funcionários com carreira no Banco Central, por exemplo, retomaram a greve geral por tempo indeterminado alegando, entre outros motivos, a não apresentação de uma proposta alternativa aos 5%. Entre outros impactos, a greve de servidores do BC suspendeu a publicação dos principais dados e indicadores econômicos da instituição, que, por sua vez, baseiam decisões da política monetária e a condução da política fiscal.

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