Empresa de Warren Buffett aposta em ações de farmacêuticas

A Berkshire Hathaway divulgou nesta segunda-feira as participações de seus investimentos no terceiro trimestre

Pfizer, além de AbbVie, Bristol-Myers e Merck, entrou para o portfólio de Buffet
Pfizer, além de AbbVie, Bristol-Myers e Merck, entrou para o portfólio de Buffet Foto: Dado Ruvic/Reuters (30.out.2020)

Paul R. La Monica,

do CNN Business, em Nova York

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A Berkshire Hathaway, a empresa de Warren Buffett, está fazendo uma grande aposta no setor de saúde em um momento em que a pandemia da Covid-19 continua se agravando nos Estados Unidos.

A investidora comprou novas ações das empresas farmacêuticas AbbVie, Bristol-Myers Squibb, Merck e Pfizer durante o terceiro trimestre.

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A Pfizer tem uma promissora vacina contra o coronavírus em desenvolvimento, mas as ações da empresa caíram na segunda-feira (16) após a concorrente Moderna (MRNA) anunciar o progresso em sua própria vacina.

A empresa de Buffet divulgou suas últimas participações em um registro na SEC (Securities and Exchange Commission) após o encerramento da segunda-feira.

Os investimentos em ações das farmacêuticas também são dignos de nota, considerando que Buffett e Berkshire, junto com a Amazon e a gigante bancária JPMorgan Chase (JPM), são parceiros em um esforço de saúde conhecido como Haven.

A Berkshire Hathaway também adquiriu uma nova participação na líder de telecomunicações sem fio T-Mobil e vendeu sua posição na gigante varejista Costco.

Foram dois meses interessantes (e ocupados) para Buffet, apelidado de Oráculo de Omaha, e a Berkshire, marcados por vários movimentos atípicos para o investidor de valor de longa data.

Em agosto, a Berkshire Hatahaway divulgou que tinha comprado uma participação na mineradora Barrick Gold. No passado, Buffett havia criticado o ouro como investimento. Em uma de suas cartas anuais aos acionistas, ele escreveu certa vez que possuir ouro era como ter um cubo gigante que ficava ali e nunca produzia nada, porque a mercadoria não gera lucros nem paga dividendos.

A Berkshire também chocou recentemente Wall Street ao investir na movimentada empresa de software em nuvem Snowflake antes de seu IPO.

É na Apple que a Berkshire detém atualmente sua maior participação, embora a empresa de investimento tenha reduzido sua participação nas ações em uma pequena margem no terceiro trimestre. Mas Buffett historicamente tem sido lento em abraçar ações de tecnologia – e quando o faz, tende a preferir empresas mais maduras (como a Apple) e não IPOs recentes.

Afinal, a Berkshire não investiu na Amazon até o primeiro trimestre de 2019, ou seja, 22 anos após a estreia da gigante do e-varejo em Wall Street.

A empresa também aumentou seus investimentos em varejo e saúde recentemente. No ano passado, a Berkshire investiu no rei dos supermercados Kroger, na cadeia de móveis de alta qualidade RH e na empresa farmacêutica Biogen

A Berkshire anunciou em agosto que havia adquirido grandes participações em vários conglomerados comerciais japoneses. No meio do ano, a Berkshire também adquiriu ativos de gás natural da Dominion Energy por quase US$ 10 bilhões.

No entanto, vale notar que Buffett também foi rápido em descarregar papéis que não estavam indo tão bem recentemente. A Berkshire Hathaway cortou sua posição na Goldman Sachs (GS), da qual havia comprado uma grande participação durante a Grande Recessão.

Ela também tem vendido ações da Wells Fargo, o banco cercado de escândalos que continua lutando para se manter, do qual Buffet vendeu mais de sua participação no terceiro trimestre.

Além disso, a Berkshire liquidou toda a sua participação em quatro grandes companhias aéreas – American, Delta, Southwest e United – no início deste ano, pois foram duramente atingidos pela pandemia da Covid-19.

O autor deste texto possui ações da AbbVie.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).

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