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    Encomendas ganham força e indústria brasileira beira estabilização, mostra PMI

    PMI da indústria do Brasil subiu a 49,6 em fevereiro, aproximando-se da marca de 50, que separa crescimento de contração

    Carros recém-produzidos em estacionamento de fábrica em São Bernardo do Campo, SP
    Carros recém-produzidos em estacionamento de fábrica em São Bernardo do Campo, SP 05/01/2017REUTERS/Paulo Whitaker

    Por Camila Moreira, da Reuters

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    A atividade da indústria brasileira mostrou sinais de estabilização em fevereiro, embora tenha permanecido em território de contração.

    Dados da pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), da IHS Markit, apontam um ritmo mais fraco de queda das novas encomendas e a confiança em máxima de oito meses.

    O PMI da indústria do Brasil subiu a 49,6 em fevereiro, de 47,8 em janeiro, aproximando-se da marca de 50, que separa crescimento de contração, mas no quarto mês seguido de deterioração das condições.

    As novas encomendas registraram o quinto mês seguido de redução, porém o ritmo de queda em fevereiro foi o mais fraco desde outubro, com um retorno ao crescimento dos pedidos de exportação.

    Em linha com essa tendência, as empresas destacaram alguns sinais de melhora na demanda, e a produção se aproximou da estabilização, embora ainda tenha permanecido em território de contração.

    Os sinais de demanda mais firme levaram algumas empresas a contratar funcionários no mês passado. No geral, o emprego na indústria registrou apenas ligeiro declínio, e onde ocorreu a queda foi atribuída a questões de custos.

    Houve ainda em fevereiro, segundo o PMI, sinais de normalização nas cadeias de oferta, embora os prazos de entrega dos fornecedores tenham se alongado.

    As pressões inflacionárias, por sua vez, continuaram a dar sinais de alívio, com o custo de insumos diminuindo pelo terceiro mês seguido, para o nível mais fraco desde maio de 2020. Ainda assim, os preços mais altos de energia e de matérias-primas, bem como a fraqueza cambial, continuaram pesando.

    Já a confiança em relação aos próximos meses se fortaleceu pelo quarto mês seguido e chegou ao patamar mais elevado desde junho do ano passado.

    Cerca de três quartos dos entrevistados projetaram aumento na produção, o que eles associaram a um crescimento esperado nas novas encomendas, lançamentos de novos produtos e expansões das fábricas.

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