‘Enorme equívoco’, diz Guedes sobre rejeição do Senado à minirreforma trabalhista

Segundo o ministro, o governo vai avaliar quais foram os pontos contrários entre os senadores para combater o desemprego de outra forma

Entrevista coletiva do ministro da economia, Paulo Guedes
Entrevista coletiva do ministro da economia, Paulo Guedes Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Natália Andréda CNNAnna Russido CNN Brasil Business

de Brasília

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a decisão do Senado Federal de rejeitar a MP 1045, que traria uma minirreforma trabalhista, foi um equívoco da Casa. O texto previa a criação de programas de incentivo à inserção de jovens no mercado de trabalho, como o Programa Primeira Oportunidade e Reinserção no Emprego (Priore) e o Regime Especial de Trabalho Incentivado, Qualificação e Inclusão Produtiva (Requip).

“Aceitamos sempre o resultado do congresso, mas eu acho um enorme equívoco. […] Queríamos que eles (informais) tivessem qualificação profissional. Ninguém está fragilizando a CLT, nós estamos possibilitando que jovens, ao invés de ficarem desempregados, possam frequentar as empresas para receberem qualificação profissional para no futuro chegarem ao mercado formal”, argumentou.

Segundo o ministro, o governo vai avaliar quais foram os pontos contrários entre os senadores para combater o desemprego de outra forma.

“O problema do desemprego é muito grave, estamos trabalhando de um lado com a ajuda do Supremo para ver se conseguimos os precatórios, para nos dar espaço de execução fiscal. Por outro lado, temos o programa de Bolsa Família aí na frente, que atinge os mais vulneráveis. Então vemos o Supremo e todo mundo envolvido em reformas e auxílios e (com a rejeição) o Senado deu um passo para trás”, criticou.

Desoneração da folha

Guedes ainda criticou setores beneficiados pela desoneração da folha de pagamentos, medida que pode ser prorrogada na Câmara dos Deputados. Nesse sentido, o ministro voltou a defender uma solução que torne possível a desoneração ampla, para todos os setores.

“A ideia de desonerar a folha sempre nos foi cara. O que sempre nos incomodou é que justamente os setores que se beneficiam dessa desoneração, em vez de terem a sensibilidade social de apoiar movimento mais amplo para baixar para todo mundo, ele se preocupam só com o próprio subsídio”, comentou.

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